Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2023
O Inquérito Brasileiro de Avaliação Nutricional (IBRANUTRI) avaliou quatro mil pacientes e demonstrou que aproximadamente 48% da população hospitalizada era desnutrida, destes, 12,6% apresentava desnutrição grave; observou-se também que a desnutrição foi maior com o aumento da permanência hospitalar e nos pacientes com neoplasia maligna. Nesse contexto, é CORRETO considerar desnutrido o paciente que possui:
Desnutrição hospitalar: Linfócitos < 1500, Albumina < 3,5 g/dL, Transferrina < 200 mg/dL.
A desnutrição hospitalar é multifatorial e impacta negativamente o prognóstico. O diagnóstico é complexo, mas marcadores bioquímicos como linfócitos, albumina e transferrina são importantes indicadores. Níveis baixos desses marcadores refletem comprometimento da imunidade e da síntese proteica, sendo critérios para classificar o estado nutricional.
A desnutrição hospitalar é um problema de saúde pública global, com alta prevalência e impacto significativo nos desfechos clínicos dos pacientes. Estudos como o IBRANUTRI no Brasil evidenciam que quase metade dos pacientes internados pode apresentar algum grau de desnutrição, que se agrava com o tempo de internação e em condições específicas como neoplasias. A desnutrição está associada a maior morbimortalidade, tempo de internação prolongado, aumento de custos hospitalares e pior qualidade de vida. O diagnóstico da desnutrição é multifatorial e deve integrar dados antropométricos (peso, IMC, pregas cutâneas), clínicos (perda de peso recente, ingestão alimentar), funcionais (força de preensão) e bioquímicos. Os marcadores bioquímicos, como albumina sérica, transferrina e contagem total de linfócitos, são ferramentas valiosas para complementar a avaliação nutricional, embora devam ser interpretados com cautela devido a fatores confundidores como inflamação e hidratação. A identificação precoce e o manejo adequado da desnutrição são essenciais para otimizar o tratamento e melhorar o prognóstico dos pacientes hospitalizados. A intervenção nutricional, seja por via oral, enteral ou parenteral, deve ser individualizada e iniciada o mais rápido possível. A conscientização sobre a prevalência e as consequências da desnutrição hospitalar é fundamental para todos os profissionais de saúde, visando a implementação de protocolos de triagem e avaliação nutricional em todas as unidades de internação.
Os principais marcadores incluem albumina sérica, pré-albumina, transferrina e contagem total de linfócitos. A albumina e a transferrina refletem o estado proteico visceral, enquanto os linfócitos indicam o estado imunológico, frequentemente comprometido na desnutrição.
A albumina é um bom indicador de desnutrição crônica e risco de morbimortalidade, pois tem uma meia-vida relativamente longa (cerca de 20 dias). No entanto, seus níveis podem ser influenciados por processos inflamatórios agudos, hidratação e disfunção hepática ou renal, o que limita sua especificidade em situações agudas.
A contagem total de linfócitos é um indicador do estado imunológico e da desnutrição proteico-energética. A linfopenia (<1500 cel/mm³) é frequentemente associada à desnutrição e a um maior risco de infecções e complicações, refletindo a supressão da imunidade celular.
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