UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Menina, 11 meses de idade, foi internada na unidade de terapia intensiva por sepse. Apresentava desnutrição grave (escore Z P/E = -3,3 e E/I = -3,5) e distúrbios eletrolíticos. Após estabilização hemodinâmica, em ventilação mecânica e com motilidade do trato gastrointestinal, a equipe da UTI deve decidir a terapia nutricional enteral e a oferta calórica. Qual é a conduta mais adequada?
Desnutrição grave → Iniciar com 50% da TMB + fórmula sem lactose para evitar realimentação e má absorção.
O início da dieta na desnutrição grave deve ser cauteloso (50% da TMB) para prevenir a síndrome de realimentação, utilizando fórmulas sem lactose devido à provável atrofia de vilosidades.
O tratamento da desnutrição grave segue fases específicas: estabilização, reabilitação e acompanhamento. Na fase de estabilização, o foco é tratar infecções, corrigir eletrólitos e iniciar nutrição cautelosa. A escolha da fórmula sem lactose e a restrição calórica inicial (50% da TMB) são pilares para evitar complicações gastrointestinais e metabólicas, como a síndrome de realimentação, que pode ser fatal em pacientes críticos. A monitorização rigorosa de eletrólitos como fósforo e potássio é mandatória nos primeiros dias de realimentação.
Na desnutrição grave, ocorre atrofia das vilosidades intestinais e deficiência secundária de lactase, o que pode causar diarreia osmótica e má absorção se a lactose for introduzida precocemente na fase de estabilização.
É um distúrbio metabólico grave que ocorre ao reintroduzir carboidratos em pacientes desnutridos, levando a picos de insulina que causam o influxo celular rápido de fósforo, magnésio e potássio, resultando em quedas séricas críticas.
Deve-se iniciar com cerca de 50% da taxa metabólica basal ou das necessidades estimadas para a idade, progredindo lentamente conforme a estabilidade metabólica e tolerância gastrointestinal do paciente.
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