UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
A desnutrição energético-proteica (DEP) grave é uma condição ameaçadora à vida, ainda presente em nosso meio. Em relação ao manejo da criança desnutrida grave, é correto afirmar:
Criança com desnutrição grave → iniciar antibioticoterapia empírica na admissão devido à alta prevalência de infecções ocultas.
A imunodeficiência é uma característica marcante da desnutrição energético-proteica grave, tornando as crianças altamente suscetíveis a infecções, muitas vezes com sinais clínicos atípicos ou ausentes. Por isso, a antibioticoterapia de amplo espectro é uma medida padrão e essencial na fase de estabilização, mesmo sem evidência clara de infecção.
A desnutrição energético-proteica (DEP) grave é uma emergência pediátrica com alta morbimortalidade, especialmente em países em desenvolvimento. O manejo adequado, conforme as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), é dividido em fases para abordar as complexas alterações fisiológicas e metabólicas. A fase inicial, de estabilização, foca na correção de distúrbios hidroeletrolíticos, tratamento de infecções e início cauteloso da alimentação. A imunodeficiência é uma característica proeminente da DEP grave, tornando as crianças extremamente vulneráveis a infecções bacterianas, virais e fúngicas. Os sinais clássicos de infecção podem estar ausentes ou atenuados devido à resposta inflamatória comprometida. Por essa razão, a antibioticoterapia de amplo espectro é uma intervenção crucial e recomendada para todas as crianças com DEP grave na admissão hospitalar, mesmo na ausência de sinais claros de infecção, até que esta seja excluída. Outros pontos críticos no manejo incluem a correção cuidadosa dos distúrbios eletrolíticos (especialmente hipocalemia e hipomagnesemia), a prevenção da síndrome de realimentação com uma dieta de início lento e progressivo, e a reidratação oral preferencialmente, com cautela na avaliação da desidratação devido à alteração dos sinais clínicos. A fase de reabilitação, que visa o ganho de peso e recuperação nutricional, só deve ser iniciada após a estabilização clínica do paciente.
Crianças gravemente desnutridas são imunocomprometidas e frequentemente apresentam infecções, muitas vezes sem sinais clínicos evidentes. A antibioticoterapia empírica previne a progressão de infecções ocultas, que são uma causa comum de mortalidade.
Os distúrbios mais comuns incluem hipocalemia (devido à depleção de potássio intracelular), hipomagnesemia e hipofosfatemia. A hiponatremia é frequente, mas geralmente é dilucional, e o sódio deve ser restrito inicialmente.
A dieta hiperproteica e hipercalórica é iniciada na fase de reabilitação. Na fase de estabilização, a alimentação é cautelosa, com fórmulas de baixa osmolaridade e teor proteico, para evitar a síndrome de realimentação e sobrecarga metabólica.
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