UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Sobre desnutrição calórico-proteica na infância é correto afirmar que:
Desnutrição infantil → Apatia, ↓ crescimento, imunidade comprometida.
A desnutrição calórico-proteica na infância manifesta-se com um quadro clínico complexo, que inclui sinais como apatia, irritabilidade, retardo no crescimento (tanto de peso quanto de estatura) e um comprometimento significativo do sistema imunológico, tornando a criança mais suscetível a infecções.
A desnutrição calórico-proteica (DCP) na infância é um grave problema de saúde pública, com consequências devastadoras para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança. Ela resulta de uma ingestão inadequada de energia e proteínas, ou de uma má absorção e utilização de nutrientes, frequentemente exacerbada por infecções recorrentes. O quadro clínico da DCP é variado e pode incluir apatia, irritabilidade, perda de apetite, retardo no crescimento (peso e estatura), atrofia muscular, perda de gordura subcutânea (marasmo), edema (kwashiorkor), alterações de pele e cabelo, e um comprometimento significativo do sistema imunológico, tornando a criança altamente vulnerável a infecções. Para residentes, é crucial reconhecer os sinais e sintomas da desnutrição, entender suas classificações (como Gomez e Waterlow, que avaliam diferentes aspectos do crescimento) e, principalmente, compreender o impacto sistêmico da doença, que vai além da antropometria, afetando o desenvolvimento neuropsicomotor, a imunidade e a capacidade de recuperação da criança. O manejo deve ser abrangente, incluindo suporte nutricional, tratamento de infecções e estimulação do desenvolvimento.
As manifestações incluem apatia, irritabilidade, perda de massa muscular e gordura subcutânea (marasmo), edema (kwashiorkor), alterações de pele e cabelo, retardo no crescimento, anemia e comprometimento significativo da função imunológica, aumentando a suscetibilidade a infecções.
A desnutrição compromete tanto a imunidade inata quanto a adaptativa, levando à atrofia do timo, redução da produção de linfócitos T, diminuição da atividade fagocítica, deficiência de anticorpos e deficiência de micronutrientes essenciais para a função imune, resultando em maior risco de infecções graves e prolongadas.
A classificação de Gomez utiliza o peso para idade para classificar a desnutrição em graus (1º, 2º, 3º). A classificação de Waterlow é mais completa, utilizando peso para estatura (indicador de desnutrição aguda ou emagrecimento) e estatura para idade (indicador de desnutrição crônica ou nanismo), permitindo diferenciar o tipo e a cronicidade da desnutrição.
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