SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Pré-escolar masculino com idade de 3 anos e 6 meses, peso atual 15 kg, apresenta constipação intestinal crônica há meses. Em atendimento de urgência, com a finalidade de desimpactação fecal, o pediatra deverá prescrever quantos gramas (g)/kg/dia de polietilenoglicol (PEG 4.000) para essa criança?
Desimpactação fecal pediátrica com PEG 4000: dose inicial de 1-1.5 g/kg/dia por 3-6 dias.
Para a desimpactação fecal em crianças com constipação intestinal crônica, o polietilenoglicol (PEG 4.000 ou 3.350) é o tratamento de primeira linha devido à sua eficácia e segurança. A dose recomendada para desimpactação é mais alta que a de manutenção, geralmente variando de 1 a 1,5 g/kg/dia, administrada por alguns dias até a resolução da impactação.
A constipação intestinal crônica é um problema comum na infância, afetando uma parcela significativa das crianças e gerando grande preocupação para pais e cuidadores. A impactação fecal, que é o acúmulo de grande quantidade de fezes endurecidas no reto e/ou cólon, é uma complicação frequente da constipação crônica e exige uma abordagem terapêutica específica antes de se iniciar o tratamento de manutenção. O polietilenoglicol (PEG), especialmente o PEG 3350 ou 4000, é o agente de primeira linha para a desimpactação fecal em crianças devido à sua alta eficácia e perfil de segurança favorável. Ele atua como um laxante osmótico, retendo água no lúmen intestinal e amolecendo as fezes, facilitando sua eliminação. É insípido, inodoro e não é absorvido, minimizando os efeitos sistêmicos. Para a desimpactação fecal, a dose de PEG é substancialmente maior do que a dose de manutenção. As diretrizes recomendam doses que variam de 1 a 1,5 g/kg/dia, administradas em uma ou duas tomadas, por um período de 3 a 6 dias, ou até a eliminação completa do fecaloma. Após a desimpactação bem-sucedida, o tratamento de manutenção com doses menores de PEG (0,2 a 0,8 g/kg/dia) deve ser iniciado e mantido por vários meses para prevenir a recorrência da constipação e permitir a recuperação do tônus retal.
A dose de PEG para desimpactação é significativamente maior (1-1.5 g/kg/dia) e utilizada por um período curto (3-6 dias) para remover o fecaloma. A dose de manutenção é menor (0.2-0.8 g/kg/dia) e usada a longo prazo para prevenir novas impactações.
Os efeitos adversos mais comuns do PEG são dor abdominal, flatulência, náuseas e diarreia. São geralmente leves e transitórios, e a dose pode ser ajustada para minimizá-los.
A desimpactação é necessária quando há evidência de fecaloma, ou seja, acúmulo de grande quantidade de fezes endurecidas no reto ou cólon, causando dor, incontinência fecal por extravasamento ou falha do tratamento de manutenção.
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