Desimpactação Fecal: Passo Essencial na Constipação Crônica

Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Assinale a alternativa CORRETA sobre a desimpactação fecal na constipação intestinal funcional:

Alternativas

  1. A) Constitui um dos fundamentos da terapêutica. Desta forma, quando houver fecaloma ou impactação fecal, o esvaziamento do reto e do colo constitui a primeira e imprescindível etapa
  2. B) A desimpactação pode ser realizada apenas com enemas por via retal
  3. C) A desimpactação por via oral, com a utilização do polietilenoglicol (PEG) 3350 ou 4000 (macrogol) deve ser desencorajada devido ao risco de perfuração intestinal
  4. D) No Brasil, o polietilenoglicol (PEG) 4000 sem eletrólitos não tem liberação pela ANVISA e não pode ser preparado em farmácias de manipulação
  5. E) Deve ser prescrito óleo mineral nos dois primeiros anos de vida e para pacientes com comprometimento neurológico por sua facilidade posológica e menor efeitos adversos

Pérola Clínica

Constipação funcional com fecaloma → Desimpactação fecal é a primeira e essencial etapa do tratamento.

Resumo-Chave

A desimpactação fecal é crucial no manejo da constipação intestinal funcional com fecaloma, pois a remoção da massa fecal impactada permite que o intestino retome sua função normal e evita a recorrência do ciclo de retenção e dor.

Contexto Educacional

A constipação intestinal funcional é uma condição comum na pediatria e na clínica médica, caracterizada por dificuldade ou infrequência na evacuação, muitas vezes associada à retenção fecal e dor. Quando há formação de fecaloma ou impactação fecal, a desimpactação torna-se a etapa inicial e fundamental do tratamento, visando esvaziar o reto e o cólon para aliviar os sintomas e permitir a reeducação intestinal. A fisiopatologia da constipação funcional frequentemente envolve um ciclo vicioso de retenção de fezes, dor à evacuação, medo de evacuar e, consequentemente, maior retenção. A desimpactação fecal rompe esse ciclo. Métodos incluem a via oral, com o uso de polietilenoglicol (PEG) em altas doses, que é um laxante osmótico seguro e eficaz, ou a via retal, com enemas, especialmente para impactações mais distais. O PEG 4000 sem eletrólitos é amplamente utilizado e seguro, inclusive no Brasil. Após a desimpactação, o tratamento de manutenção é iniciado para prevenir a recorrência, geralmente com doses menores de laxantes osmóticos e modificações dietéticas. É crucial educar o paciente e a família sobre a importância da adesão ao tratamento e da criação de hábitos intestinais saudáveis. O óleo mineral, embora um laxante, possui riscos como aspiração em grupos vulneráveis e não é a primeira escolha para desimpactação, especialmente em crianças pequenas.

Perguntas Frequentes

Quando a desimpactação fecal é indicada na constipação intestinal?

A desimpactação fecal é indicada quando há presença de fecaloma ou impactação fecal, que impede a passagem normal das fezes e causa sintomas como dor abdominal, incontinência por transbordamento e distensão.

Quais são os métodos seguros para realizar a desimpactação fecal?

A desimpactação pode ser realizada por via oral com altas doses de polietilenoglicol (PEG) ou por via retal com enemas de fosfato ou soro fisiológico. A escolha depende da idade do paciente e da gravidade da impactação.

Por que o óleo mineral não é recomendado para desimpactação em crianças pequenas?

O óleo mineral não é recomendado para desimpactação em crianças pequenas ou pacientes com comprometimento neurológico devido ao risco de aspiração, que pode levar a pneumonite lipídica, e por interferir na absorção de vitaminas lipossolúveis.

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