Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Assinale a alternativa CORRETA sobre a desimpactação fecal na constipação intestinal funcional:
Constipação funcional com fecaloma → Desimpactação fecal é a primeira e essencial etapa do tratamento.
A desimpactação fecal é crucial no manejo da constipação intestinal funcional com fecaloma, pois a remoção da massa fecal impactada permite que o intestino retome sua função normal e evita a recorrência do ciclo de retenção e dor.
A constipação intestinal funcional é uma condição comum na pediatria e na clínica médica, caracterizada por dificuldade ou infrequência na evacuação, muitas vezes associada à retenção fecal e dor. Quando há formação de fecaloma ou impactação fecal, a desimpactação torna-se a etapa inicial e fundamental do tratamento, visando esvaziar o reto e o cólon para aliviar os sintomas e permitir a reeducação intestinal. A fisiopatologia da constipação funcional frequentemente envolve um ciclo vicioso de retenção de fezes, dor à evacuação, medo de evacuar e, consequentemente, maior retenção. A desimpactação fecal rompe esse ciclo. Métodos incluem a via oral, com o uso de polietilenoglicol (PEG) em altas doses, que é um laxante osmótico seguro e eficaz, ou a via retal, com enemas, especialmente para impactações mais distais. O PEG 4000 sem eletrólitos é amplamente utilizado e seguro, inclusive no Brasil. Após a desimpactação, o tratamento de manutenção é iniciado para prevenir a recorrência, geralmente com doses menores de laxantes osmóticos e modificações dietéticas. É crucial educar o paciente e a família sobre a importância da adesão ao tratamento e da criação de hábitos intestinais saudáveis. O óleo mineral, embora um laxante, possui riscos como aspiração em grupos vulneráveis e não é a primeira escolha para desimpactação, especialmente em crianças pequenas.
A desimpactação fecal é indicada quando há presença de fecaloma ou impactação fecal, que impede a passagem normal das fezes e causa sintomas como dor abdominal, incontinência por transbordamento e distensão.
A desimpactação pode ser realizada por via oral com altas doses de polietilenoglicol (PEG) ou por via retal com enemas de fosfato ou soro fisiológico. A escolha depende da idade do paciente e da gravidade da impactação.
O óleo mineral não é recomendado para desimpactação em crianças pequenas ou pacientes com comprometimento neurológico devido ao risco de aspiração, que pode levar a pneumonite lipídica, e por interferir na absorção de vitaminas lipossolúveis.
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