HFCF - Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) — Prova 2015
Menor de 1 ano deu entrada em pronto-socorro com quadro de vômitos incoercíveis há 12h associado à diarreia líquida com odor fétido. Ao exame físico foi verificado paciente hipoativo, mucosas ressecadas, fontanela deprimida, turgor diminuído menor que 2 segundos. Com esse quadro sugere uma desidratação:
Desidratação moderada <1 ano: hipoativo, mucosas ressecadas, fontanela deprimida, turgor ↓.
A desidratação moderada em lactentes é caracterizada por sinais como hipoatividade, mucosas ressecadas, fontanela deprimida e turgor cutâneo diminuído. Estes achados indicam uma perda de peso corporal entre 5-10%, necessitando de reidratação oral ou, se falha, intravenosa.
A desidratação é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos, especialmente em países em desenvolvimento, sendo frequentemente associada a diarreias agudas e vômitos. O reconhecimento precoce do grau de desidratação é fundamental para um manejo adequado e para evitar a progressão para quadros graves, que podem ser fatais. A fisiopatologia da desidratação envolve a perda excessiva de água e eletrólitos, levando à redução do volume intravascular e comprometimento da perfusão tecidual. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação de sinais como nível de consciência, turgor da pele, estado das mucosas, olhos e fontanela. A hipoatividade, mucosas ressecadas, fontanela deprimida e turgor diminuído são marcadores de desidratação moderada em lactentes, indicando uma perda significativa de fluidos. O tratamento visa a reposição de fluidos e eletrólitos. Para desidratação moderada, a terapia de reidratação oral (TRO) é a primeira escolha, utilizando soro de reidratação oral (SRO) de baixa osmolaridade. Em casos de falha da TRO, vômitos persistentes ou progressão para desidratação grave, a hidratação intravenosa é indicada. Residentes devem dominar a avaliação e o plano de tratamento para cada grau de desidratação para garantir a recuperação do paciente.
A desidratação é classificada em leve (perda <5% do peso), moderada (perda 5-10%) e grave (perda >10%), baseada em sinais clínicos como nível de consciência, turgor da pele, estado das mucosas, olhos e fontanela, que refletem o déficit hídrico.
A conduta inicial é a reidratação oral com soro de reidratação oral (SRO) em pequenas quantidades e frequentemente, administrado lentamente para evitar vômitos. Se houver falha na reidratação oral ou piora clínica, a hidratação intravenosa deve ser considerada para reposição mais rápida.
Na desidratação grave, o bebê apresenta-se letárgico ou inconsciente, com olhos muito fundos, ausência de lágrimas, boca muito seca, turgor cutâneo muito diminuído (sinal da prega que persiste por mais de 2 segundos), pulsos fracos e enchimento capilar prolongado (>3s), indicando choque.
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