Desidratação em Lactentes: Manejo e Terapia Oral

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020

Enunciado

Lactente de nove meses é levado ao posto de saúde devido a quadro de vômitos e diarréia de fezes líquidas amareladas, que se iniciou há 24 horas. Exame físico: irritabilidade, choro com lágrimas, boca e língua pouco ressecadas, sede intensa e um sinal da prega que desaparece rapidamente. A conduta indicada, neste caso, é:

Alternativas

  1. A) iniciar, na unidade, terapia de reidratação oral com solução da OMS, reavaliando periodicamente.
  2. B) referir para internação hospitalar para hidratação venosa e realização de exames complementares.
  3. C) aplicar uma dose de antiemético parenteral e iniciar, após 30 minutos, a terapia de reidratação oral na unidade.
  4. D) liberar para casa com recomendação de aumento da ingestão hídrica e administração de soro caseiro após cada evacuação.
  5. E) liberar para casa com prescrição de terapia de reidratação oral com solução da OMS e orientação de retorno imediato em caso de piora.

Pérola Clínica

Desidratação leve/moderada em lactente com vômitos/diarreia → Terapia de Reidratação Oral (TRO) na unidade.

Resumo-Chave

O lactente apresenta sinais de desidratação leve a moderada (irritabilidade, sede intensa, boca/língua pouco ressecadas, sinal da prega que desaparece rapidamente). A conduta inicial e mais eficaz é a terapia de reidratação oral com solução da OMS, que deve ser iniciada e monitorada na unidade de saúde para garantir a adesão e reavaliar a evolução.

Contexto Educacional

A desidratação é uma complicação comum e potencialmente grave da diarreia aguda e vômitos em lactentes, sendo uma das principais causas de morbimortalidade infantil globalmente. O reconhecimento precoce dos sinais de desidratação e a instituição de tratamento adequado são fundamentais para a prática pediátrica e para provas de residência. A classificação da desidratação (sem desidratação, desidratação leve/moderada, desidratação grave) guia a conduta terapêutica. O diagnóstico da desidratação baseia-se na avaliação clínica, observando o estado geral, olhos, lágrimas, boca, sede, sinal da prega cutânea e pulsos. No caso apresentado, a criança exibe sinais clássicos de desidratação leve a moderada, como irritabilidade, sede intensa e sinal da prega que desaparece rapidamente. A fisiopatologia envolve a perda de água e eletrólitos, principalmente sódio e potássio, que precisam ser repostos de forma equilibrada. A Terapia de Reidratação Oral (TRO) com solução da OMS é a conduta de escolha para desidratação leve a moderada, devendo ser iniciada na unidade de saúde para garantir a administração correta e monitoramento da resposta. A reavaliação periódica é essencial para ajustar o volume e a frequência da oferta, prevenindo a progressão para desidratação grave ou a ocorrência de super-hidratação. Em casos de desidratação grave ou falha da TRO, a hidratação venosa é indicada.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de desidratação leve a moderada em lactentes?

Os sinais incluem irritabilidade, choro com lágrimas, boca e língua pouco ressecadas, sede intensa e sinal da prega que desaparece rapidamente. A avaliação do estado geral e da perfusão é crucial.

Qual a conduta inicial para desidratação leve a moderada em crianças?

A conduta inicial é a Terapia de Reidratação Oral (TRO) com solução da OMS, administrada na unidade de saúde sob supervisão, com reavaliação periódica do estado de hidratação do paciente.

Por que a solução da OMS é preferível ao soro caseiro na reidratação?

A solução da OMS possui uma composição balanceada de eletrólitos e glicose, otimizada para a absorção intestinal e correção da desidratação, sendo mais eficaz e segura que o soro caseiro, que pode ter concentrações variáveis.

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