HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Lactente do sexo feminino de 12 meses de idade, previamente hígida, chega à Unidade Básica de Saúde com quadro de febre e diarreia há um dia. Apresentou oito episódios de eliminação de fezes líquidas em grande quantidade, sem sangue ou muco. Ao exame clínico, apresenta-se em regular estado geral, alerta, choro sem lágrima, boca e língua secas, pulsos cheios, enchimento capilar de 2 segundos e Sinal da Prega desaparecendo rapidamente. Seu peso atual é de 10 kg. Segundo as orientações do Ministério da Saúde, neste momento, dentre as condutas propostas, a mais adequada para a reidratação da criança deve ser administração de:
Desidratação moderada em lactente (Plano B MS) → SRO 500-1000 mL em 4-6h.
A criança apresenta sinais de desidratação moderada (alerta, choro sem lágrima, boca seca, sinal da prega desaparecendo rapidamente). Segundo o MS, o Plano B de reidratação oral para desidratação moderada em crianças com peso > 10 kg é de 100 mL/kg em 4-6 horas, o que para 10 kg seria 1000 mL.
A desidratação em lactentes, frequentemente causada por diarreia aguda, é uma das principais causas de morbimortalidade infantil globalmente. No Brasil, o Ministério da Saúde estabelece planos de reidratação (A, B, C) para guiar o manejo, sendo o Plano B destinado a casos de desidratação moderada, caracterizada por sinais como olhos fundos, boca seca e sinal da prega que desaparece rapidamente. A fisiopatologia da diarreia aguda envolve a perda excessiva de água e eletrólitos, levando à hipovolemia e desequilíbrio hidroeletrolítico. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação dos sinais de desidratação. É crucial suspeitar de desidratação moderada quando há múltiplos episódios de diarreia e alguns sinais clínicos presentes, mas sem choque. O tratamento da desidratação moderada é a reidratação oral com Solução de Reidratação Oral (SRO), que repõe água e eletrólitos de forma balanceada. O prognóstico é excelente com o manejo adequado. Pontos de atenção incluem a administração lenta e fracionada da SRO, monitoramento contínuo dos sinais de desidratação e a identificação precoce de falha da terapia oral para escalonar para hidratação endovenosa.
Sinais incluem olhos fundos, choro sem lágrimas, boca e língua secas, sede, irritabilidade ou letargia, e sinal da prega cutânea que desaparece lentamente.
Para crianças com desidratação moderada (Plano B), o Ministério da Saúde recomenda 50 a 100 mL/kg de SRO em 4 a 6 horas, administrados em pequenas quantidades e frequentemente.
A reidratação endovenosa é indicada em casos de desidratação grave, choque, falha da reidratação oral (vômitos persistentes, distensão abdominal) ou alteração grave do nível de consciência.
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