ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um escolar com 5 anos é atendido em uma unidade básica de saúde com história de diarreia iniciada 2 dias antes. Houve aumento da frequência das evacuações há 24 horas, e o paciente apresentou um episódio de vômitos há 12 horas. Ao exame físico, mostrou-se intranquilo, chorando sem lágrimas, com a língua levemente seca.A conduta imediata é:
Escolar com diarreia, intranquilo, sem lágrimas, língua seca → Desidratação moderada = Hidratação oral 75 mL/kg em 4h (Plano B OMS).
O paciente apresenta sinais de desidratação moderada (intranquilo, chorando sem lágrimas, língua levemente seca). De acordo com as diretrizes da OMS para manejo da diarreia em crianças, a conduta imediata para desidratação moderada é a hidratação oral com Sais de Reidratação Oral (SRO) na dose de 75 mL/kg em 4 horas, sem necessidade de medicamentos como antieméticos, e observação no local para reavaliação.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. A desidratação é a complicação mais grave e o manejo adequado é crucial. A avaliação do grau de desidratação é o primeiro passo, classificando-a em leve, moderada ou grave, com base em sinais clínicos como estado geral, olhos, lágrimas, boca, sede e elasticidade da pele. O caso apresentado descreve um escolar com sinais de desidratação moderada, como intranquilidade, choro sem lágrimas e língua seca. As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) preconizam a Terapia de Reidratação Oral (TRO) como a principal intervenção para desidratação leve e moderada. O Plano B da OMS, indicado para desidratação moderada, consiste na administração de 75 mL/kg de Sais de Reidratação Oral (SRO) em um período de 4 horas. É fundamental que a oferta seja feita em pequenas quantidades e frequentemente, para evitar vômitos. A observação no local é importante para reavaliar o estado de hidratação e garantir a eficácia da TRO. É um erro comum, e frequentemente testado em provas, a tendência de prescrever hidratação venosa ou antieméticos para desidratação moderada. A hidratação venosa é reservada para desidratação grave ou choque, ou falha da TRO. Antieméticos não são rotineiramente indicados, pois a reidratação é a prioridade e esses medicamentos podem ter efeitos adversos ou mascarar a evolução do quadro. O foco deve ser na reposição de líquidos e eletrólitos por via oral, que é segura, eficaz e menos invasiva.
Os sinais de desidratação moderada incluem irritabilidade ou intranquilidade, olhos encovados, choro sem lágrimas, boca e língua secas, sede aumentada e elasticidade da pele diminuída (sinal da prega cutânea lenta). A presença de dois ou mais desses sinais indica desidratação moderada.
A conduta imediata é a Terapia de Reidratação Oral (TRO) com Sais de Reidratação Oral (SRO), seguindo o Plano B da OMS. Isso envolve administrar 75 mL/kg de SRO em 4 horas, em pequenas e frequentes quantidades, e observar o paciente no local para reavaliação do estado de hidratação.
A hidratação venosa é reservada para desidratação grave ou choque, ou quando a TRO falha. Antieméticos não são recomendados rotineiramente, pois a TRO é eficaz na maioria dos casos e os antieméticos podem ter efeitos adversos ou mascarar a gravidade da condição. A prioridade é a reposição de líquidos e eletrólitos por via oral.
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