UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
Menina, 7 meses de idade, eutrófica, em aleitamento materno exclusivo e com boa aceitação, é atendida em uma emergência apresentando quadro de evacuações líquidas em média 06 vezes/dia sem sangue, muco ou pus, há 02 dias. Ao exame físico a criança está irritada, com olhos fundos, mucosas secas, choro sem lágrimas e o sinal da prega desaparece lentamente. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta a conduta inicial mais adequada.
Criança com diarreia e desidratação moderada (irritada, olhos fundos, mucosas secas, prega lenta) → SRO 60ml/kg em 4h no serviço, mantendo aleitamento.
A desidratação moderada em crianças com diarreia aguda é tratada com solução de reidratação oral (SRO) no serviço de saúde, seguindo o Plano B da OMS/Ministério da Saúde. É crucial manter o aleitamento materno durante todo o processo de reidratação, pois ele fornece nutrientes e líquidos essenciais, além de fatores protetores.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos, especialmente em países em desenvolvimento. A desidratação é a complicação mais grave e a principal causa de óbito. A identificação precoce e o manejo adequado da desidratação são cruciais para a sobrevivência infantil. A classificação da desidratação (sem desidratação, desidratação moderada ou grave) é feita com base em sinais clínicos específicos. No caso de desidratação moderada, como a descrita na questão (criança irritada, olhos fundos, mucosas secas, choro sem lágrimas e prega que desaparece lentamente), a conduta inicial é o Plano B de reidratação oral. Este plano preconiza a administração de solução de reidratação oral (SRO) no serviço de saúde, sob supervisão, na dose de 50 a 100 mL/kg em 4 a 6 horas, dependendo do protocolo local. A SRO repõe água e eletrólitos perdidos, sendo a intervenção mais eficaz. É fundamental que o aleitamento materno seja mantido e incentivado durante a reidratação oral, pois ele não só fornece líquidos e nutrientes, mas também fatores imunológicos que auxiliam na recuperação. A suspensão do aleitamento materno é um erro comum e prejudicial. Após a fase de reidratação, a criança deve ser reavaliada para determinar a necessidade de continuar o Plano B, passar para o Plano A (manutenção da hidratação em casa) ou, em caso de piora, para o Plano C (hidratação endovenosa).
Os sinais de desidratação moderada incluem irritabilidade ou letargia, olhos fundos, mucosas secas, choro sem lágrimas, sede aumentada e o sinal da prega cutânea que desaparece lentamente (menos de 2 segundos).
Para desidratação moderada (Plano B), a recomendação é administrar 50 a 100 mL/kg de solução de reidratação oral (SRO) em um período de 4 a 6 horas, no serviço de saúde, com reavaliação contínua da criança.
O aleitamento materno deve ser mantido e oferecido com mais frequência durante episódios de diarreia, pois ele continua a fornecer líquidos, eletrólitos, nutrientes e anticorpos que ajudam na recuperação, reduzem a duração da doença e previnem a desnutrição.
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