UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
A desidratação é uma urgência médica e, portanto, deve ser prontamente corrigida. Uma vez diagnosticada a desidratação, cabe ao médico estabelecer a sua intensidade para programar o volume a ser infundido. A correção da desidratação melhora as condições clínicas do paciente e as alterações bioquímicas e fisiológicas associadas. Portanto, é CORRETO afirmar que uma criança com desidratação moderada, também dita como de 2o grau, deve ser reparada sempre.
Desidratação moderada em crianças: preferir hidratação oral (TRO), se tolerada. EV para falha da TRO ou contraindicações.
Em crianças com desidratação moderada, a via oral (Terapia de Reidratação Oral - TRO) é a preferencial e mais segura, desde que não haja contraindicações como vômitos incoercíveis, distensão abdominal grave ou alteração do nível de consciência. A via endovenosa é reservada para casos de falha da TRO ou contraindicações claras.
A desidratação é uma condição comum e potencialmente grave em crianças, sendo uma das principais causas de morbimortalidade infantil globalmente. O diagnóstico precoce e a classificação da intensidade da desidratação (leve, moderada, grave) são cruciais para o manejo adequado. Para residentes, especialmente em pediatria, o domínio do tratamento da desidratação é uma habilidade fundamental, frequentemente cobrada em provas e essencial na prática clínica diária. Em casos de desidratação moderada, a Terapia de Reidratação Oral (TRO) é a primeira escolha e a mais eficaz, segura e econômica. A solução de reidratação oral (SRO) repõe água e eletrólitos de forma balanceada, aproveitando o cotransporte de sódio e glicose no intestino. A via endovenosa é reservada para situações específicas, como falha da TRO (vômitos persistentes, recusa em beber), contraindicações absolutas (choque, alteração grave da consciência, distensão abdominal grave) ou quando a desidratação é grave. É importante que o médico avalie cuidadosamente as condições clínicas do paciente, incluindo o nível de consciência, a presença de vômitos e a capacidade de ingerir líquidos, para decidir a via de hidratação. O esquema de Holliday & Segar é utilizado para cálculo de fluidos de manutenção, não para a correção rápida da desidratação aguda. A compreensão desses princípios permite ao residente tomar decisões terapêuticas seguras e eficazes, minimizando riscos e otimizando a recuperação da criança desidratada.
Sinais de desidratação moderada incluem olhos encovados, diminuição da elasticidade da pele (sinal da prega), boca e língua secas, sede aumentada, irritabilidade ou letargia, e diminuição da diurese. A criança pode estar consciente, mas com alteração do estado geral.
A conduta inicial para desidratação moderada é a Terapia de Reidratação Oral (TRO) com solução de reidratação oral (SRO), administrada em pequenas e frequentes quantidades. A via endovenosa é indicada apenas se houver falha da TRO ou contraindicações.
A hidratação endovenosa é indicada para desidratação moderada quando há contraindicações à via oral, como vômitos persistentes e incoercíveis, distensão abdominal grave, íleo paralítico, alteração grave do nível de consciência ou choque, ou quando a TRO falha após tentativas adequadas.
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