Desidratação Moderada em Crianças: Manejo com SRO na UBS

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025

Enunciado

Lactente de 2 anos e 4 meses, previamente hígido, foi levado à Unidade Básica de Saúde (UBS) com história de ter apresentado três episódios de vômitos há um dia. Hoje os vômitos cessaram, mas apresentou febre de 38 ºC e evacuações líquidas esverdeadas, cerca de cinco episódios até o momento. Ao exame físico, apresenta-se sedento, com boca seca, choro forte e irritado, olhos fundos e sem lágrimas, tempo de enchimento capilar de 3 segundos, pulsos cheios.De acordo com as recomendações atuais do Ministério da Saúde, o plano inicial de tratamento mais adequado para este caso é:

Alternativas

  1. A) orientação para tratamento domiciliar com líquidos e soro de reidratação oral.
  2. B) soro de reidratação oral 50 a 100 mL/kg em 4 horas na UBS.
  3. C) soro de reidratação oral intercalado com água por gavagem em sonda nasogástrica.
  4. D) fase rápida de hidratação endovenosa com soro fisiológico 20 mL/kg em 30 minutos.
  5. E) ringer lactato 50 mL/kg em 2 horas.

Pérola Clínica

Desidratação moderada em lactente → Plano B: SRO 50-100 mL/kg em 4h na UBS.

Resumo-Chave

O lactente apresenta sinais de desidratação moderada (olhos fundos, sem lágrimas, TPC 3s, sedento, irritado). O plano de tratamento B do Ministério da Saúde preconiza a administração de Soro de Reidratação Oral (SRO) na Unidade Básica de Saúde, sob supervisão, para garantir a reposição volêmica adequada e monitorar a evolução clínica.

Contexto Educacional

A desidratação é uma complicação comum e potencialmente grave da diarreia aguda em crianças, sendo uma das principais causas de mortalidade infantil globalmente. A correta avaliação do grau de desidratação e a instituição do plano de tratamento adequado são cruciais para a recuperação do paciente e prevenção de desfechos adversos. O Ministério da Saúde do Brasil adota uma classificação e planos de tratamento padronizados que são fundamentais para a prática clínica. A fisiopatologia da desidratação envolve a perda excessiva de água e eletrólitos, principalmente sódio e potássio, através das fezes líquidas e vômitos. A avaliação clínica é a pedra angular do diagnóstico, observando-se o estado geral, olhos, lágrimas, boca, sede, elasticidade da pele e tempo de enchimento capilar. A identificação precoce dos sinais de desidratação moderada, como os apresentados no caso (olhos fundos, boca seca, TPC 3s, irritabilidade), direciona para o Plano B de reidratação. O tratamento da desidratação moderada, conforme o Plano B, consiste na administração de 50 a 100 mL/kg de Soro de Reidratação Oral em 4 horas, sob supervisão na Unidade Básica de Saúde. Este regime permite a reposição gradual e eficaz dos fluidos e eletrólitos perdidos, monitorando a resposta do paciente e evitando a progressão para desidratação grave. É vital que residentes e estudantes dominem essa abordagem para garantir um manejo adequado e seguro de crianças com diarreia e desidratação.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos de desidratação moderada em crianças?

Os sinais de desidratação moderada incluem olhos fundos, ausência de lágrimas, boca seca, sede aumentada, irritabilidade ou letargia, e tempo de enchimento capilar entre 2 e 3 segundos. A presença de dois ou mais desses sinais sugere desidratação moderada.

Qual a diferença entre o Plano A, B e C de reidratação oral?

O Plano A é para desidratação leve ou sem desidratação, com SRO em casa. O Plano B é para desidratação moderada, com SRO na UBS (50-100 mL/kg em 4 horas). O Plano C é para desidratação grave ou choque, com hidratação endovenosa rápida em ambiente hospitalar.

Por que o soro de reidratação oral é preferível à hidratação endovenosa em casos de desidratação moderada?

O SRO é preferível por ser mais seguro, menos invasivo, mais barato e igualmente eficaz na maioria dos casos de desidratação moderada. Ele repõe eletrólitos e fluidos de forma fisiológica, evitando os riscos associados à via endovenosa, como infecções e sobrecarga hídrica.

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