Desidratação Isotônica Pediátrica: Causas e Manejo

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025

Enunciado

A água e os eletrólitos constituem, respectivamente o solvente e o soluto da solução corpórea que possibilitaa integração e a interação das reações físico-químicas e bioquímicas e, assim, a manutenção da vida. A esse respeito avalie as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A desidratação isotônica em crianças pode ter como causa a alimentação infantil à base de leite não diluído.
  2. B) Entre as causas principais da hipopotassemia pode ser citado o hipotireoidismo.
  3. C) A associação da hipomagnesemia com hipocalcemia deve ser considerada quando a sintomatologia hipocalcêmica melhora com a administração de cálcio.
  4. D) A insuficiência renal associa-se ao aumento do risco de hipomagnesemia.
  5. E) Todas as alternativas acima estão corretas.

Pérola Clínica

Desidratação isotônica em crianças → comum por perdas gastrointestinais ou ingestão inadequada de líquidos.

Resumo-Chave

A desidratação isotônica, caracterizada pela perda proporcional de água e eletrólitos, é a forma mais comum de desidratação em crianças. A alimentação com leite não diluído, especialmente em lactentes, pode levar a uma carga osmótica renal excessiva, resultando em perdas hídricas e eletrolíticas que contribuem para esse tipo de desidratação.

Contexto Educacional

Os distúrbios hidroeletrolíticos são condições clínicas frequentes e potencialmente graves em pediatria, exigindo conhecimento aprofundado para o diagnóstico e manejo adequados. A desidratação isotônica é a forma mais comum de desidratação em crianças, caracterizada pela perda proporcional de água e eletrólitos, resultando em uma natremia sérica dentro dos limites normais. Sua etiologia frequentemente envolve perdas gastrointestinais (vômitos e diarreia) ou ingestão inadequada de líquidos, mas também pode ser influenciada por práticas alimentares. A fisiopatologia da desidratação isotônica relaciona-se com a incapacidade dos mecanismos regulatórios de manter o equilíbrio hídrico e eletrolítico frente a perdas excessivas ou ingestão insuficiente. A alimentação infantil à base de leite não diluído, especialmente em lactentes, pode contribuir para a desidratação isotônica devido à alta carga de solutos que excede a capacidade de concentração renal imatura, levando a uma diurese osmótica. O diagnóstico é clínico, com base nos sinais de desidratação, e laboratorial, com eletrólitos séricos. O tratamento da desidratação isotônica envolve a reposição de volume e eletrólitos, preferencialmente por via oral com soro de reidratação oral, ou intravenosa em casos de desidratação grave ou choque. É crucial corrigir a causa subjacente e educar os pais sobre práticas alimentares adequadas. A compreensão das diferentes formas de desidratação e suas causas é fundamental para o residente, pois o manejo inadequado pode levar a complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos de desidratação em crianças e suas características?

Os tipos são isotônica (perda proporcional de água e eletrólitos, mais comum), hipotônica (perda maior de eletrólitos que água, com hiponatremia) e hipertônica (perda maior de água que eletrólitos, com hipernatremia).

Como a alimentação com leite não diluído pode causar desidratação isotônica em lactentes?

O leite não diluído pode ter uma carga de solutos renal alta para os rins imaturos do lactente, levando a um aumento da diurese osmótica e, consequentemente, à perda proporcional de água e eletrólitos, resultando em desidratação isotônica.

Quais são os sinais clínicos de desidratação em crianças?

Os sinais incluem sede, diminuição da diurese, mucosas secas, choro sem lágrimas, fontanela deprimida, olhos encovados, diminuição da elasticidade da pele (sinal da prega) e, em casos graves, letargia e choque.

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