Mariana, uma menina de 4 anos de idade, é levada ao serviço de pronto atendimento com história de diarreia aquosa profusa há 24 horas, com episódios frequentes que a mãe descreve como "água de arroz". A criança apresenta vômitos ocasionais e nega febre. A família reside em uma comunidade que recentemente enfrentou problemas no abastecimento de água tratada. Ao exame físico, Mariana encontra-se irritada, com sede sedenta, mucosas secas, olhos encovados e o sinal da prega desaparece em menos de 2 segundos. O enchimento capilar é de 2 segundos e o pulso está rápido e com boa amplitude. Com base no quadro clínico e na classificação de desidratação, a conduta mais adequada é:
Alternativas
A) Iniciar terapia de reidratação oral (TRO) supervisionada na unidade de saúde com 50 a 100 mL/kg de solução de sais de reidratação oral em um período de 4 a 6 horas.
B) Indicar internação para hidratação venosa imediata com soro fisiológico 0,9% (20 mL/kg), repetindo a expansão até a estabilização hemodinâmica, seguida de manutenção.
C) Prescrever plano de reidratação domiciliar com soro caseiro, zinco por 10 dias e orientar retorno imediato caso a criança apresente sinais de perigo ou persistência dos vômitos.
D) Solicitar coprocultura e pesquisa de toxinas nas fezes, mantendo a criança em observação com dieta leve até a saída dos resultados para guiar a antibioticoterapia.
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