MedEvo Simulado — Prova 2026
Mariana, uma menina de 4 anos de idade, é levada ao serviço de pronto atendimento com história de diarreia aquosa profusa há 24 horas, com episódios frequentes que a mãe descreve como "água de arroz". A criança apresenta vômitos ocasionais e nega febre. A família reside em uma comunidade que recentemente enfrentou problemas no abastecimento de água tratada. Ao exame físico, Mariana encontra-se irritada, com sede sedenta, mucosas secas, olhos encovados e o sinal da prega desaparece em menos de 2 segundos. O enchimento capilar é de 2 segundos e o pulso está rápido e com boa amplitude. Com base no quadro clínico e na classificação de desidratação, a conduta mais adequada é:
Sede sedenta + irritabilidade + olhos encovados = Plano B (TRO supervisionada 50-100 mL/kg).
A criança apresenta sinais de desidratação moderada (Plano B). A conduta preconizada é a reidratação oral supervisionada na unidade de saúde antes de considerar alta ou via parenteral.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade infantil global. O quadro de 'água de arroz' sugere etiologias como o Vibrio cholerae, exigindo vigilância epidemiológica. O manejo baseia-se na classificação do estado de hidratação em Planos A, B ou C. O Plano B foca na reidratação oral supervisionada, utilizando soluções de osmolaridade reduzida para otimizar a absorção de sódio e água via cotransportador SGLT-1. A introdução precoce de zinco é recomendada para reduzir a duração e gravidade dos episódios, além de prevenir recorrências nos meses subsequentes.
O Plano B é indicado quando a criança apresenta pelo menos dois dos seguintes sinais: irritabilidade/inquietação, olhos encovados, sede sedenta (bebe avidamente) e sinal da prega que desaparece lentamente (menos de 2 segundos). Diferencia-se do Plano A (sem desidratação) e do Plano C (desidratação grave/choque).
A recomendação é administrar de 50 a 100 mL/kg de Sais de Reidratação Oral (SRO) em um período de 4 a 6 horas, exclusivamente na unidade de saúde sob supervisão. A oferta deve ser fracionada e contínua, reavaliando o estado de hidratação constantemente.
A via parenteral (Plano C) deve ser considerada se houver falha na TRO, caracterizada por vômitos persistentes (mais de 4 em 1 hora), distensão abdominal importante com íleo paralítico, ou se a criança evoluir para desidratação grave com sinais de choque ou alteração do nível de consciência.
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