Manejo da Desidratação Infantil: Terapia de Reidratação Oral

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013

Enunciado

Lactente com seis meses de idade é trazido à Unidade Básica de Saúde pela mãe porque há um dia apresentava diarreia com seis a sete evacuações, com fezes líquidas, acompanhada de redução da diurese e inapetência; mantendo, porém, a ingestão de líquidos satisfatória. Não apresenta febre ou vômitos e sintomas respiratórios. Ao exame físico, o médico observa que a criança se apresenta irritada, chorando sem lágrimas, com olhos fundos e saliva espessa. A pesquisa de turgor da pele mostra prega cutânea desaparecendo lentamente. Observa-se também aumento da frequência cardíaca com pulso débil. Com base nos dados observados e no grau de desidratação estimado, a conduta terapêutica adequada nesta situação é realizar:

Alternativas

  1. A) Terapia de reidratação oral na Unidade.
  2. B) Terapia de reidratação oral no domicílio.
  3. C) Hidratação intravenosa com fase rápida.
  4. D) Reidratação intravenosa com fase de reposição.
  5. E) Reidratação intravenosa com fase de manutenção.

Pérola Clínica

Irritabilidade + olhos fundos + prega lenta + pulso débil = Desidratação moderada → Plano B (TRO na unidade).

Resumo-Chave

O paciente apresenta sinais clínicos de desidratação (Plano B), o que exige Terapia de Reidratação Oral (TRO) supervisionada em unidade de saúde.

Contexto Educacional

O manejo da desidratação por diarreia aguda em pediatria segue protocolos rigorosos da OMS e do Ministério da Saúde. O Plano A é domiciliar (prevenção), o Plano B é ambulatorial (tratamento da desidratação instalada via oral) e o Plano C é hospitalar/venoso (emergência). A Terapia de Reidratação Oral (TRO) é considerada um dos maiores avanços da medicina do século XX, reduzindo drasticamente a mortalidade infantil. A avaliação do pulso e do turgor cutâneo são semiologias críticas. Um pulso débil em uma criança irritada sugere que o volume intravascular está comprometido, mas a manutenção da consciência e a capacidade de ingestão de líquidos ainda permitem a tentativa de reidratação oral supervisionada antes de procedimentos invasivos.

Perguntas Frequentes

Quais sinais indicam o Plano B de reidratação?

O Plano B é indicado para crianças com desidratação clínica (não grave). Os sinais incluem: irritabilidade/inquietude, olhos fundos, ausência de lágrimas, boca seca, sede intensa (bebe avidamente) e sinal da prega que desaparece lentamente (menos de 2 segundos). No caso clínico, a presença de pulso débil e irritabilidade reforça a necessidade de intervenção imediata na unidade.

Como é realizada a Terapia de Reidratação Oral (TRO) no Plano B?

A TRO deve ser feita na unidade de saúde com Sais de Reidratação Oral (SRO). A quantidade inicial estimada é de 50 a 100 ml/kg, administrados em pequenas quantidades frequentemente (colher ou copo) ao longo de 4 a 6 horas. O médico deve reavaliar continuamente o estado de hidratação e a aceitação da criança.

Quando a hidratação venosa (Plano C) é necessária?

O Plano C é reservado para desidratação grave com sinais de choque hipovolêmico (letargia, inconsciência, incapacidade de beber, pulso muito débil ou ausente, tempo de enchimento capilar > 2 segundos) ou quando há falha na TRO (vômitos persistentes, íleo paralítico ou perda fecal maciça).

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