SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Na Desidratação Hipernatremica, qual o evento fisiopatológico característico:
Desidratação hipernatrêmica → ↑ osmolaridade extracelular → saída de água das células (depleção água celular).
A hipernatremia, característica da desidratação hipernatrêmica, eleva a osmolaridade do líquido extracelular. Isso cria um gradiente osmótico que força a água a sair do compartimento intracelular para o extracelular, resultando em desidratação celular generalizada.
A desidratação hipernatrêmica é uma condição grave caracterizada por um aumento da concentração de sódio no plasma (>145 mEq/L) e um déficit de água corporal total maior do que o déficit de sódio. É mais comum em lactentes e idosos, que têm mecanismos de sede e acesso à água comprometidos, ou em pacientes com perdas insensíveis elevadas ou diarreia osmótica. Sua importância clínica reside no alto risco de complicações neurológicas se não for reconhecida e tratada adequadamente. Fisiopatologicamente, a hipernatremia eleva a osmolaridade do líquido extracelular, criando um gradiente osmótico que puxa a água do compartimento intracelular para o extracelular. Isso resulta em desidratação celular generalizada, afetando principalmente as células cerebrais, que são muito sensíveis a mudanças de volume. O diagnóstico baseia-se na história clínica de perda de fluidos, ingestão inadequada de água e na dosagem do sódio sérico. O tratamento visa corrigir o déficit de água de forma lenta e gradual para evitar o edema cerebral iatrogênico. A taxa de correção ideal é de 0,5 a 1 mEq/L/hora, não excedendo 10-12 mEq/L nas primeiras 24 horas. Soluções hipotônicas são utilizadas, e a monitorização frequente do sódio sérico é crucial para guiar a terapia e prevenir complicações.
Os sinais incluem sede intensa, letargia, irritabilidade, convulsões e, em casos graves, coma. A pele e mucosas podem estar secas, mas os sinais de hipovolemia podem ser menos evidentes que na desidratação isonatrêmica.
A hipernatremia causa saída de água das células cerebrais, levando à sua retração. Isso pode resultar em ruptura de vasos sanguíneos e hemorragias, especialmente se a correção do sódio for muito rápida.
O tratamento envolve a reposição lenta e gradual de água livre, geralmente com soluções hipotônicas como soro glicosado a 5% ou soro fisiológico a 0,45%, para evitar edema cerebral por correção rápida.
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