UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, se a criança com diarreia aguda apresenta 2 ou mais sinais de desidratação, ela deve receber terapia de reidratação oral na Unidade de Saúde. Porém, nem todos esses sinais indicam desidratação grave. Qual das alternativas a seguir NÃO apresenta um sinal de desidratação grave?
Olhos fundos = sinal de desidratação, mas NÃO necessariamente grave.
A desidratação em crianças é classificada pela SBP em sem desidratação, com desidratação e desidratação grave. Sinais como letargia, incapacidade de beber, pulsos débeis e enchimento capilar > 3s indicam gravidade, enquanto olhos fundos é um sinal presente em graus moderados e graves, mas não exclusivo de gravidade máxima.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade infantil globalmente, sendo a desidratação sua complicação mais temida. A correta avaliação e classificação do grau de desidratação são cruciais para instituir a terapia adequada e prevenir desfechos desfavoráveis, especialmente em países em desenvolvimento. A fisiopatologia da desidratação envolve perda de água e eletrólitos, levando à hipovolemia e, em casos graves, ao choque hipovolêmico. O diagnóstico é clínico, baseado na observação de sinais como turgor da pele, estado de consciência, olhos, boca e pulsos. É fundamental que o médico saiba diferenciar os sinais que indicam gravidade iminente. O tratamento varia desde a terapia de reidratação oral (TRO) para casos leves a moderados até a reidratação intravenosa para desidratação grave ou choque. A prevenção, através de saneamento básico, aleitamento materno e vacinação, é a medida mais eficaz contra a diarreia e suas complicações.
Sinais de desidratação grave incluem letargia ou inconsciência, incapacidade de beber, pulsos periféricos fracos ou ausentes, enchimento capilar prolongado (>3 segundos) e ausência de lágrimas.
A SBP classifica a desidratação em três categorias: sem desidratação, com desidratação (moderada) e desidratação grave, baseando-se na presença e número de sinais clínicos específicos.
A conduta inicial para desidratação grave é a rápida reposição volêmica intravenosa com solução salina isotônica (soro fisiológico 0,9%) em bolus, seguida de reavaliação.
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