FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Paciente de 3 anos, pesando 18 kg é levado a unidade de pronto atendimento com história de diarreia há 05 dias associado a recusa alimentar, febre baixa e vômitos. A mãe relata que as fezes são liquidas, sem presença de muco ou sangue. Ao exame físico, a criança apresentava-se letárgica, sem filme lacrimal, olhos muito fundos, frequência cardíaca de 175 bpm, tempo de enchimento capilar de 4 segundos e sinal da prega que desaparece lentamente. Considerando o quadro acima, o diagnóstico e a conduta correta são, respectivamente
Desidratação grave pediátrica: letargia, olhos fundos, TPC >3s, FC ↑ → SF 0,9% 20 mL/kg IV rápido.
A desidratação grave em crianças, especialmente com sinais de choque (letargia, taquicardia, TPC prolongado), exige reidratação venosa imediata e agressiva. O bolus inicial de soro fisiológico visa restaurar o volume intravascular rapidamente, seguido por hidratação de manutenção.
A desidratação é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos, frequentemente associada à diarreia aguda. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações graves, como o choque hipovolêmico. A avaliação do estado de hidratação baseia-se em sinais clínicos como nível de consciência, olhos, lágrimas, boca, sede, turgor da pele e tempo de enchimento capilar. A fisiopatologia da desidratação envolve a perda excessiva de água e eletrólitos, levando à redução do volume intravascular e, em casos graves, ao choque. O diagnóstico de desidratação grave é clínico, com a presença de múltiplos sinais indicativos. A suspeita deve ser alta em crianças com diarreia e vômitos que apresentam letargia, taquicardia e tempo de enchimento capilar prolongado, indicando comprometimento hemodinâmico. O tratamento da desidratação grave com sinais de choque é uma emergência médica e deve ser realizado em ambiente hospitalar. Inicia-se com a reposição rápida de volume por via intravenosa, utilizando soro fisiológico 0,9% em bolus de 20 ml/kg em 30 minutos, repetindo se necessário. Após a estabilização, a hidratação de manutenção é instituída, geralmente com soluções contendo glicose e eletrólitos, até que o paciente possa tolerar a via oral.
Os sinais de desidratação grave incluem letargia, olhos muito fundos, ausência de lágrimas, boca seca, tempo de enchimento capilar prolongado (>3 segundos), taquicardia e sinal da prega que desaparece lentamente.
A conduta inicial é a hidratação venosa imediata com soro fisiológico 0,9% em bolus de 20 ml/kg, administrado em 30 minutos, podendo ser repetido até a melhora dos sinais de choque e desidratação.
A hidratação oral é contraindicada em casos de desidratação grave, especialmente quando há sinais de choque, vômitos persistentes, íleo paralítico ou alteração do nível de consciência, exigindo a via intravenosa.
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