Desidratação Grave Pediátrica: Manejo Imediato do Choque

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Um menino de 15 meses, previamente hígido e com peso de 11,0 kg, aferido há 1 semana, apresenta-se em uma unidade de pronto-atendimento com quadro de diarreia e de vômitos persistente há 3 dias. Na última hora, já apresentou 5 episódios de vômitos de conteúdo alimentar. Ao exame físico durante a consulta, apresenta-se com peso de 10,0 kg, hipotônico, com pulsos fracos, com tempo de enchimento capilar de 3 segundos, com olhos fundos, choro sem lágrimas, e sem conseguir ingerir líquidos. Diante do quadro desse paciente, a conduta inicial e imediata do médico deve ser realizar administração endovenosa de

Alternativas

  1. A) 200 mL de cloreto de sódio a 0,9% por 20 minutos. 
  2. B) 300 mL de cloreto de sódio a 0,9% por 30 minutos.
  3. C) 300 mL da solução de Ringer com lactato por 1 hora.
  4. D) 200 mL da solução de Ringer com lactato por 20 minutos.

Pérola Clínica

Criança com desidratação grave/choque hipovolêmico → SF 0,9% 20-30 mL/kg em 20-30 min.

Resumo-Chave

O paciente apresenta sinais de desidratação grave e choque hipovolêmico (perda de 1 kg de peso, hipotonia, pulsos fracos, TPC > 3s, olhos fundos, choro sem lágrimas, incapacidade de ingerir líquidos). A conduta inicial e imediata é a reposição volêmica rápida com solução isotônica (cloreto de sódio 0,9% ou Ringer lactato) na dose de 20-30 mL/kg em 20-30 minutos, com reavaliação.

Contexto Educacional

A desidratação grave em crianças, frequentemente causada por diarreia e vômitos, é uma emergência pediátrica que pode evoluir rapidamente para choque hipovolêmico e óbito se não for prontamente tratada. A identificação precoce dos sinais de gravidade é crucial para uma intervenção eficaz. A fisiopatologia do choque hipovolêmico na desidratação envolve a perda significativa de volume intravascular, levando à diminuição do débito cardíaco e perfusão tecidual inadequada. Sinais como perda de peso (>10%), hipotonia, pulsos fracos, tempo de enchimento capilar prolongado (>3 segundos), olhos fundos e incapacidade de ingerir líquidos indicam um quadro grave que exige reposição volêmica imediata. Para a prática clínica e provas de residência, a conduta inicial é a administração endovenosa rápida de solução isotônica (cloreto de sódio 0,9% ou Ringer lactato) na dose de 20-30 mL/kg em 20-30 minutos. No caso do paciente de 15 meses e 10 kg, a dose seria de 200-300 mL. A reavaliação contínua é essencial para guiar a necessidade de bolus adicionais até a estabilização hemodinâmica.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais de choque hipovolêmico em crianças com desidratação?

Sinais incluem letargia, hipotonia, pulsos fracos ou ausentes, tempo de enchimento capilar prolongado (>3 segundos), taquicardia, hipotensão (sinal tardio), oligúria e extremidades frias.

Qual a solução preferencial para reidratação endovenosa rápida em choque hipovolêmico pediátrico?

As soluções preferenciais são o cloreto de sódio a 0,9% (soro fisiológico) ou o Ringer lactato, por serem isotônicas e eficazes na expansão do volume intravascular.

Qual a dose e o tempo de infusão inicial para reidratação endovenosa em desidratação grave pediátrica?

A dose inicial é de 20-30 mL/kg de solução isotônica, administrada rapidamente em 20-30 minutos, com reavaliação clínica após cada bolus para determinar a necessidade de doses adicionais.

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