SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Lactente de 1 ano é levado ao pronto-socorro com história de vômitos, diarreia líquida, sem sangue, muco ou pus há 3 dias. A mãe refere que está urinando muito pouco e aceitando mal a alimentação. Ao exame, encontra-se com mucosa oral seca, enchimento capilar de 4 segundos, frequência cardíaca de 150 bpm.A conduta adequada nesse momento é:
Lactente com diarreia, vômitos, enchimento capilar >3s, taquicardia, oligúria → Desidratação grave (Plano C), iniciar hidratação IV ou SRO se possível.
O lactente apresenta sinais de desidratação grave (enchimento capilar prolongado, taquicardia, oligúria, mucosas secas). Embora a hidratação intravenosa seja a conduta padrão para desidratação grave, a terapia de reidratação oral (SRO) pode ser iniciada na sala de observação se o paciente conseguir aceitar, como ponte ou como tratamento definitivo em alguns casos.
A desidratação em lactentes, frequentemente causada por diarreia e vômitos, é uma condição pediátrica comum e potencialmente grave. A avaliação do grau de desidratação é fundamental para guiar a conduta. Sinais como enchimento capilar prolongado (>3 segundos), taquicardia, mucosas secas, oligúria e aceitação alimentar reduzida indicam desidratação grave, que exige intervenção rápida. O manejo da desidratação grave (Plano C) geralmente envolve a expansão volêmica intravenosa com soluções isotônicas (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) em bolus de 20 mL/kg, repetidos até a melhora dos sinais de choque. No entanto, a Terapia de Reidratação Oral (TRO) com Soro de Reidratação Oral (SRO) é a base do tratamento da diarreia e desidratação em crianças, sendo eficaz e segura mesmo em casos graves, desde que o paciente consiga ingerir e não esteja em choque hipovolêmico franco. A questão sugere iniciar a TRO 'na sala de observação', o que implica um ambiente controlado onde a aceitação e a resposta podem ser monitoradas. Embora a hidratação IV seja a primeira linha para choque, a TRO é preferível sempre que possível devido à sua fisiologia superior e menor risco de complicações. A decisão entre IV e TRO deve ser individualizada, considerando o estado clínico do paciente e a capacidade de ingestão.
Sinais incluem letargia, olhos encovados, ausência de lágrimas, boca e língua muito secas, enchimento capilar >3 segundos, taquicardia, pulsos fracos, oligúria/anúria e perda de turgor da pele.
A conduta inicial é a expansão volêmica rápida com solução isotônica (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) 20 mL/kg em 15-20 minutos, repetindo se necessário, até estabilização hemodinâmica, especialmente se houver sinais de choque.
A TRO é a primeira escolha para desidratação leve a moderada. Em desidratação grave, após a estabilização inicial com fluidos IV, ou se o paciente conseguir ingerir e não estiver em choque franco, pode-se iniciar a TRO em ambiente monitorado, como na sala de observação.
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