UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020
Criança de 3 anos, 15kg, é trazida ao pronto socorro por queixa de , há 2 dias, diarreia líquida cerca de 5-6x / dia e 4 vômitos. À admissão, a criança encontra-se em regular estado geral, pulsos finos e rápidos (FC 126 bpm), TEC 3 segundos, olhos bem fundos e sem lágrimas, boca bem seca. A mãe refere que última diurese foi há 10 horas:
Desidratação grave em criança → Plano C: SF 0,9% 20ml/kg EV em 30 min, repetir até melhora ou hipervolemia.
A desidratação grave em crianças é uma emergência médica que pode evoluir rapidamente para choque hipovolêmico. O plano C da OMS preconiza a rápida reposição volêmica com soro fisiológico 0,9% para restaurar a perfusão e reverter os sinais de choque, sendo crucial monitorar a resposta e sinais de hipervolemia.
A desidratação é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. A desidratação grave, frequentemente decorrente de diarreia e vômitos, é uma emergência pediátrica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir o choque hipovolêmico e suas consequências fatais. É crucial que o residente saiba identificar os sinais clínicos de gravidade para instituir a terapia adequada. A fisiopatologia da desidratação envolve a perda de água e eletrólitos, levando à redução do volume intravascular e comprometimento da perfusão tecidual. Os sinais clínicos como pulsos finos e rápidos, tempo de enchimento capilar prolongado, olhos fundos e ausência de lágrimas são indicativos de hipovolemia significativa. O diagnóstico é clínico, e a classificação da gravidade orienta o plano de tratamento. O tratamento da desidratação grave segue o Plano C da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prioriza a rápida expansão volêmica com soro fisiológico 0,9% endovenoso. Após a estabilização, a reposição das perdas contínuas e a manutenção da hidratação devem ser planejadas. A dieta deve ser reintroduzida assim que o paciente tolerar, e a prevenção de novos episódios é fundamental.
Sinais de desidratação grave incluem letargia, olhos muito fundos, ausência de lágrimas, boca muito seca, tempo de enchimento capilar prolongado (>3s), pulsos finos e rápidos, e oligúria ou anúria.
A conduta inicial é o Plano C de hidratação, que consiste na administração rápida de soro fisiológico 0,9% endovenoso, na dose de 20 mL/kg, repetindo até a melhora dos sinais de desidratação ou surgimento de hipervolemia.
O soro glicosado não é recomendado para a fase inicial de expansão volêmica na desidratação grave, pois o objetivo é repor volume intravascular rapidamente, e a glicose pode levar a diurese osmótica ou agravar distúrbios eletrolíticos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo