PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Lactente de nove meses, 8 kg, é levado ao pronto socorro por vômitos, febre e diarreia explosiva, com rajas de sangue há cerca de 48 h. Dá entrada em grave estado geral às custas de obnubilação, fontanela deprimida, choro sem lágrimas e pulso débil, com cianose de extremidades e enchimento capilar > 4 segundos. Em relação à reposição volêmica, deve ser iniciado:
Choque hipovolêmico pediátrico → SF 0,9% 20 mL/kg IV em 15-20 min.
Lactente com desidratação grave e sinais de choque (obnubilação, pulsos débeis, enchimento capilar > 4s, cianose) necessita de reposição volêmica rápida com soro fisiológico ou Ringer Lactato, na dose de 20 mL/kg em bolus, repetível até estabilização.
A desidratação grave em lactentes, frequentemente causada por diarreia e vômitos, pode rapidamente progredir para choque hipovolêmico, uma emergência pediátrica com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. A avaliação rápida do estado de hidratação e perfusão é crucial para determinar a gravidade e a necessidade de intervenção imediata. Sinais de choque incluem alteração do nível de consciência (obnubilação), pulsos periféricos fracos ou ausentes, tempo de enchimento capilar prolongado (>3-4 segundos), extremidades frias e cianóticas, e hipotensão (sinal tardio). Nesses casos, a reposição volêmica intravenosa é prioritária para restaurar a perfusão tecidual e a estabilidade hemodinâmica. A conduta inicial para choque hipovolêmico em lactentes é a administração de bolus de 20 mL/kg de solução isotônica (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) por via intravenosa, em 15 a 20 minutos. Essa dose pode ser repetida até a melhora dos sinais de choque. A monitorização contínua dos sinais vitais e do estado clínico é fundamental durante e após a reposição para guiar o tratamento.
Sinais de choque hipovolêmico em lactentes incluem obnubilação, letargia, fontanela deprimida, choro sem lágrimas, pulsos débeis ou ausentes, enchimento capilar prolongado (>3 segundos), extremidades frias e cianóticas, e hipotensão (sinal tardio).
A conduta inicial é a administração de bolus de 20 mL/kg de soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato por via intravenosa, em 15 a 20 minutos, podendo ser repetida até a melhora dos sinais de choque e estabilização hemodinâmica.
O soro glicofisiológico (ou soluções com glicose) não é ideal para reposição volêmica rápida em choque, pois a glicose pode causar diurese osmótica e agravar a desidratação, além de não expandir o volume intravascular tão eficazmente quanto as soluções isotônicas puras.
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