Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022
Um paciente de um ano e dois meses de idade, 10 kg, com diarreia aguda há três dias, foi levado ao serviço de emergência. Ao exame físico, sinais clínicos de desidratação grau 2 e vômitos incoercíveis. Realizou os seguintes exames laboratoriais: pH 7,25; pCO2 25; bic 11; BE –14,5; Na 137; K 4,7; e cloro 106. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor prescrição no momento para o paciente.
Desidratação grave + vômitos incoercíveis em lactente → Plano C (SF 0,9% 20 mL/kg EV em 10-20 min).
Paciente pediátrico com desidratação grau 2 e vômitos incoercíveis necessita de reidratação venosa rápida. O plano C da OMS para desidratação grave recomenda bolus de soro fisiológico 0,9% 20 mL/kg em 10-20 minutos, visando restaurar o volume intravascular e corrigir o choque.
A desidratação aguda em crianças, especialmente lactentes, é uma condição comum e potencialmente grave, frequentemente causada por diarreia e vômitos. A avaliação do grau de desidratação é crucial para o manejo adequado. Sinais como letargia, olhos encovados, ausência de lágrimas, boca seca, sede intensa, elasticidade da pele diminuída (sinal da prega) e enchimento capilar lento indicam diferentes graus de desidratação, sendo a presença de choque (pulsos fracos, extremidades frias, enchimento capilar > 3 segundos) um sinal de desidratação grave. No caso de desidratação grave, especialmente quando acompanhada de vômitos incoercíveis que impedem a reidratação oral, a via intravenosa é imperativa. O manejo segue o Plano C da Organização Mundial da Saúde (OMS), que preconiza a administração rápida de soro fisiológico 0,9% (ou Ringer Lactato) em bolus de 20 mL/kg em 10 a 20 minutos, podendo ser repetido até a melhora dos sinais de choque e desidratação. A correção da acidose metabólica, frequentemente presente, geralmente ocorre com a restauração do volume intravascular e melhora da perfusão tecidual, sendo o uso de bicarbonato reservado para casos específicos e refratários. Para residentes, é vital reconhecer rapidamente os sinais de desidratação grave e iniciar a reidratação venosa agressiva para prevenir a progressão para choque hipovolêmico e suas complicações. A monitorização contínua dos sinais vitais, nível de consciência e débito urinário é essencial. A escolha do fluido e a velocidade de infusão são críticas para evitar sobrecarga hídrica, especialmente em crianças com risco de insuficiência cardíaca, mas a prioridade inicial é sempre a restauração do volume circulante efetivo.
Sinais incluem letargia, olhos encovados, ausência de lágrimas, boca e língua muito secas, elasticidade da pele muito diminuída (sinal da prega), pulsos fracos, enchimento capilar lento e ausência de diurese, indicando choque hipovolêmico.
A conduta inicial é a reidratação venosa rápida com soro fisiológico 0,9% (ou Ringer Lactato), administrando 20 mL/kg em 10 a 20 minutos, podendo ser repetido até a melhora dos sinais de choque e desidratação, conforme o Plano C da OMS.
A acidose metabólica na desidratação é frequentemente secundária à hipovolemia e má perfusão tecidual. A correção do volume intravascular e da perfusão geralmente resolve a acidose sem a necessidade de bicarbonato, que pode ter efeitos adversos como hipernatremia e hipocalcemia.
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