INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um lactente com 2 anos, previamente hígido, é levado à unidade de pronto atendimento com quadro de diarreia, com fezes líquidas sem muco ou sangue. Além disso, apresenta vômitos e febre há 48 horas.Ao exame físico, o paciente está sonolento, hipotônico, com olhos fundos, mucosas secas e ausência de lágrimas. O pulso está débil e o enchimento capilar é > 5 segundos.Nesse caso, qual tratamento inicial deve ser ministrado, segundo o fluxograma do Ministério da Saúde do Brasil de 2023?
Lactente com desidratação grave (sonolento, TPC > 5s, pulso débil) → Soro Fisiológico 0,9% 20 mL/kg EV, repetir até hidratação, conforme MS 2023.
A desidratação grave em lactentes é uma emergência pediátrica que pode evoluir rapidamente para choque hipovolêmico. Os sinais clínicos como sonolência, hipotonia, olhos fundos, mucosas secas, pulso débil e tempo de enchimento capilar prolongado (> 3 segundos) indicam a necessidade de reidratação endovenosa rápida com solução isotônica, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde para o Plano C.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos, e a desidratação é a complicação mais grave. O reconhecimento precoce e o manejo adequado da desidratação são cruciais para salvar vidas. O Ministério da Saúde do Brasil, assim como a OMS, estabelece protocolos claros para a classificação e tratamento da desidratação, que devem ser dominados por todos os profissionais de saúde que atendem crianças. O caso clínico descreve um lactente com sinais inequívocos de desidratação grave: sonolência, hipotonia, olhos fundos, mucosas secas, ausência de lágrimas, pulso débil e tempo de enchimento capilar prolongado (> 5 segundos). Esses achados indicam um quadro de choque hipovolêmico iminente ou já estabelecido. A fisiopatologia envolve a perda excessiva de líquidos e eletrólitos, levando à redução do volume intravascular e comprometimento da perfusão de órgãos vitais. De acordo com o fluxograma do Ministério da Saúde do Brasil de 2023 (Plano C de reidratação), a conduta para desidratação grave com sinais de choque é a reidratação endovenosa imediata. O tratamento consiste na administração de Soro Fisiológico a 0,9% na dose de 20 mL/kg, infundido rapidamente em 30 minutos. Essa dose pode ser repetida até que os sinais de choque sejam revertidos e a criança apresente melhora clínica da hidratação. A reidratação oral ou por gastróclise não é adequada para casos graves, pois a absorção pode ser comprometida e a urgência da reposição volêmica exige a via endovenosa.
Os principais sinais de desidratação grave incluem sonolência ou letargia, olhos fundos, ausência de lágrimas, mucosas muito secas, pulso débil ou ausente, tempo de enchimento capilar prolongado (> 3 segundos), hipotonia e, em casos mais avançados, choque.
Segundo o fluxograma do Ministério da Saúde de 2023, o tratamento inicial para desidratação grave é a reidratação endovenosa rápida. Administra-se Soro Fisiológico a 0,9% na dose de 20 mL/kg em 30 minutos, podendo repetir essa quantidade até que a criança esteja hidratada e os sinais de choque revertidos.
A reidratação endovenosa é preferível na desidratação grave porque a criança geralmente está incapaz de beber ou absorver líquidos adequadamente pela via oral devido a vômitos persistentes, sonolência ou choque. A via EV permite uma reposição volêmica rápida e eficaz, essencial para reverter o choque e restaurar a perfusão tecidual.
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