Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Menino, 2 anos, com quadro diarreico havia 2 dias apresentou cerca de 8 evacuações por dia, com ausência de muco ou sangue, tendo sido levado à emergência devido a piora do quadro, pela presença também de vômitos — 3 episódios na última hora antes do atendimento emergencial. Sua mãe informou que ele não conseguia beber nenhum líquido. Ao exame físico, apresentava-se hipotônico, hipocorado, acianótico, anictérico, afebril, com olhos muito fundos e secos, pulsos ausentes e o sinal da prega desaparecia em 3 segundos.Considerando as recomendações do Ministério da Saúde, assinale a opção correta, referente ao caso clínico apresentado.
Criança com diarreia, vômitos, olhos fundos, pulsos ausentes e prega > 2s → Desidratação grave, Plano C (hidratação venosa).
Os sinais clínicos apresentados (hipotonia, olhos muito fundos e secos, pulsos ausentes, sinal da prega > 2 segundos, incapacidade de beber) são critérios claros de desidratação grave, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. Nesses casos, a conduta é o Plano C, que consiste em hidratação venosa rápida para corrigir o choque hipovolêmico.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos, especialmente em países em desenvolvimento. A complicação mais grave é a desidratação, que pode evoluir para choque hipovolêmico e óbito se não for prontamente tratada. É fundamental que médicos e residentes saibam identificar os diferentes graus de desidratação e aplicar o plano de tratamento adequado, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e da OMS. A fisiopatologia da desidratação na diarreia envolve a perda excessiva de água e eletrólitos pelas fezes e vômitos. A avaliação do grau de desidratação é clínica, baseada em sinais como estado geral, olhos, lágrimas, boca e língua, sede, sinal da prega cutânea, pulsos e enchimento capilar. No caso apresentado, a criança exibe múltiplos sinais de desidratação grave: hipotonia, olhos muito fundos e secos, pulsos ausentes e sinal da prega que desaparece em 3 segundos, além da incapacidade de beber líquidos. Diante de um quadro de desidratação grave, a conduta recomendada é o Plano C de hidratação, que consiste na administração de fluidos intravenosos (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) em bolus, para rápida expansão volêmica e reversão do choque. A velocidade e o volume da infusão são cruciais e devem seguir protocolos específicos para cada faixa etária. Após a estabilização, a criança deve ser reavaliada para determinar a necessidade de continuar com o Plano C ou progredir para o Plano B (hidratação oral).
Os sinais de desidratação grave incluem letargia ou inconsciência, olhos muito fundos, ausência de lágrimas, boca e língua muito secas, sede intensa ou incapacidade de beber, sinal da prega cutânea que desaparece lentamente (> 2 segundos), pulsos fracos ou ausentes, e enchimento capilar prolongado.
O Plano C é a hidratação venosa rápida, indicada para crianças com desidratação grave ou choque hipovolêmico. Consiste na administração de soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato em bolus, com doses e tempos específicos para cada faixa etária, visando restaurar o volume intravascular rapidamente.
O Plano A é para prevenção da desidratação (em casa), o Plano B é para desidratação sem sinais de gravidade (hidratação oral na unidade de saúde), e o Plano C é para desidratação grave (hidratação venosa na unidade de saúde).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo