Desidratação Grave Infantil: Manejo e Plano C

UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023

Enunciado

Uma criança de 1 ano de idade, pesando 10 kg, ainda recebe aleitamento materno e alimentação complementar e vem evoluindo com vômitos e diarreia há 2 dias. Ao exame observa-se que está choroso sem lágrimas, boca sem saliva, taquicárdico, prega abdominal se desfaz rapidamente e está aceitando avidamente a água oferecida pela mãe. Para este paciente, a conduta adequada dever ser:

Alternativas

  1. A) providenciar imediato acesso venoso e fazer expansão com soro fisiológico 20 ML/kg em 30 minutos e repetir até que a criança esteja hidratada.
  2. B) deve ser recomendado que a criança mantenha o aleitamento materno e seja medicado em casa com sais de reidratação oral (SRO) 100 ML após cada vômito ou evacuação.
  3. C) iniciar fase de manutenção e reposição com volume de 1.000 ML por dia, sendo soro glicosado e soro fisiológico adicionado de cloreto de potássio.
  4. D) manter aleitamento materno e suspender outros alimentos e iniciar SRO na unidade de saúde sob supervisão médica com ofertas de 500 a 1.000 ML no período de 4 a 6 horas.
  5. E) iniciar plano C com oferta adicional de zinco 20 mg ao dia e manter aleitamento materno e outros alimentos que aceitar nas primeiras 4 horas.

Pérola Clínica

Desidratação grave em criança (Plano C) → Acesso venoso imediato + SF 0,9% 20 mL/kg em 30 min, repetir até hidratação.

Resumo-Chave

Uma criança com sinais de desidratação grave (choroso sem lágrimas, boca seca, taquicardia, prega abdominal que se desfaz rapidamente, aceitando avidamente água) necessita de reidratação intravenosa imediata, conforme o Plano C da OMS/Ministério da Saúde, para restaurar o volume intravascular e corrigir o choque.

Contexto Educacional

A desidratação é uma complicação comum e potencialmente fatal da diarreia em crianças, especialmente em lactentes. A avaliação do grau de desidratação é crucial para guiar o tratamento. A desidratação grave é caracterizada por sinais como letargia, olhos fundos, ausência de lágrimas, boca muito seca, sede intensa (bebe avidamente) e prega cutânea que se desfaz muito lentamente, além de sinais de choque como taquicardia e pulsos débeis. A fisiopatologia da desidratação na diarreia envolve a perda excessiva de água e eletrólitos pelas fezes, vômitos e, em menor grau, pela pele e respiração. Isso leva à hipovolemia, que, se não corrigida, pode progredir para choque hipovolêmico e falência de múltiplos órgãos. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico detalhado. O manejo da desidratação segue os planos A, B e C da OMS/Ministério da Saúde. Para desidratação grave (Plano C), a prioridade é a reidratação intravenosa rápida com soro fisiológico 0,9% (20 mL/kg em 30 minutos, repetindo até melhora). O aleitamento materno deve ser mantido, e a suplementação de zinco é recomendada para reduzir a duração e gravidade da diarreia. A reavaliação contínua é essencial.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos de desidratação grave em crianças?

Sinais de desidratação grave incluem letargia ou inconsciência, olhos fundos, ausência de lágrimas, boca e língua muito secas, sede intensa (bebe avidamente), prega cutânea que se desfaz muito lentamente, pulsos fracos ou ausentes, e taquicardia.

Qual a conduta inicial para uma criança com desidratação grave?

A conduta inicial para desidratação grave (Plano C) é estabelecer um acesso venoso e administrar rapidamente soro fisiológico 0,9% na dose de 20 mL/kg em 30 minutos, repetindo se necessário até a melhora dos sinais de choque e hidratação.

Por que o zinco é recomendado no tratamento da diarreia em crianças?

A suplementação de zinco é recomendada para crianças com diarreia, pois reduz a duração e a gravidade dos episódios diarreicos e previne futuras ocorrências, contribuindo para a recuperação da mucosa intestinal e melhora da imunidade.

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