UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Uma criança de 1 ano de idade, pesando 10 kg, ainda recebe aleitamento materno e alimentação complementar e vem evoluindo com vômitos e diarreia há 2 dias. Ao exame observa-se que está choroso sem lágrimas, boca sem saliva, taquicárdico, prega abdominal se desfaz rapidamente e está aceitando avidamente a água oferecida pela mãe. Para este paciente, a conduta adequada dever ser:
Desidratação grave em criança (Plano C) → Acesso venoso imediato + SF 0,9% 20 mL/kg em 30 min, repetir até hidratação.
Uma criança com sinais de desidratação grave (choroso sem lágrimas, boca seca, taquicardia, prega abdominal que se desfaz rapidamente, aceitando avidamente água) necessita de reidratação intravenosa imediata, conforme o Plano C da OMS/Ministério da Saúde, para restaurar o volume intravascular e corrigir o choque.
A desidratação é uma complicação comum e potencialmente fatal da diarreia em crianças, especialmente em lactentes. A avaliação do grau de desidratação é crucial para guiar o tratamento. A desidratação grave é caracterizada por sinais como letargia, olhos fundos, ausência de lágrimas, boca muito seca, sede intensa (bebe avidamente) e prega cutânea que se desfaz muito lentamente, além de sinais de choque como taquicardia e pulsos débeis. A fisiopatologia da desidratação na diarreia envolve a perda excessiva de água e eletrólitos pelas fezes, vômitos e, em menor grau, pela pele e respiração. Isso leva à hipovolemia, que, se não corrigida, pode progredir para choque hipovolêmico e falência de múltiplos órgãos. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico detalhado. O manejo da desidratação segue os planos A, B e C da OMS/Ministério da Saúde. Para desidratação grave (Plano C), a prioridade é a reidratação intravenosa rápida com soro fisiológico 0,9% (20 mL/kg em 30 minutos, repetindo até melhora). O aleitamento materno deve ser mantido, e a suplementação de zinco é recomendada para reduzir a duração e gravidade da diarreia. A reavaliação contínua é essencial.
Sinais de desidratação grave incluem letargia ou inconsciência, olhos fundos, ausência de lágrimas, boca e língua muito secas, sede intensa (bebe avidamente), prega cutânea que se desfaz muito lentamente, pulsos fracos ou ausentes, e taquicardia.
A conduta inicial para desidratação grave (Plano C) é estabelecer um acesso venoso e administrar rapidamente soro fisiológico 0,9% na dose de 20 mL/kg em 30 minutos, repetindo se necessário até a melhora dos sinais de choque e hidratação.
A suplementação de zinco é recomendada para crianças com diarreia, pois reduz a duração e a gravidade dos episódios diarreicos e previne futuras ocorrências, contribuindo para a recuperação da mucosa intestinal e melhora da imunidade.
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