UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Pré-escolar de 3 anos com quadro de fezes líquidas, cerca de 15 vezes ao dia há 3 dias, fezes sem sangue ou muco. Apresenta três picos diários de febre há 2 dias, e vômitos cerca de duas vezes ao dia, pós-alimentares. Recusa alimentar e baixa ingesta hídrica nesse período. Sem outras comorbidades. Ao exame: prostrado, choroso, ausência de lágrimas, boca seca, prega cutânea desaparece lentamente. Enchimento capilar maior que 5 segundos. Frequência cardíaca: 160bpm. Qual é a melhor conduta imediata?
Desidratação grave/choque hipovolêmico em criança → SF 0,9% 20 mL/kg IV em 30 min, reavaliar e repetir.
A criança apresenta sinais de desidratação grave, incluindo prostração, ausência de lágrimas, boca seca, prega cutânea lenta e, criticamente, enchimento capilar > 5 segundos e taquicardia, indicando choque hipovolêmico. A conduta imediata é a reposição volêmica rápida com soro fisiológico 0,9% IV em bolus, conforme as diretrizes para desidratação grave/choque.
A desidratação grave em crianças, frequentemente causada por diarreia aguda e vômitos, é uma emergência pediátrica que pode rapidamente evoluir para choque hipovolêmico e óbito se não for prontamente reconhecida e tratada. A avaliação do estado de hidratação é crucial, e a identificação de sinais como prostração, ausência de lágrimas, boca seca, prega cutânea que desaparece lentamente, enchimento capilar prolongado e taquicardia indica um quadro de gravidade que exige intervenção imediata. O manejo da desidratação grave com sinais de choque segue o Plano C de reidratação, preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. A prioridade é a rápida expansão do volume intravascular para reverter o choque. Isso é feito com a administração de soro fisiológico 0,9% (ou Ringer Lactato) por via endovenosa, em bolus de 20 mL/kg de peso, administrado em 15 a 30 minutos. Após cada bolus, o paciente deve ser reavaliado quanto à melhora dos sinais de choque, como enchimento capilar, frequência cardíaca e nível de consciência, e o bolus pode ser repetido se necessário. É fundamental que os profissionais de saúde estejam aptos a identificar rapidamente os sinais de choque hipovolêmico e a iniciar a reanimação volêmica sem demora. A escolha da solução isotônica é essencial para uma reposição eficaz e segura. Após a estabilização inicial, a reidratação pode ser continuada com volumes menores e a manutenção da hidratação oral, se tolerada, para prevenir novas perdas e garantir a recuperação completa da criança.
Os sinais de desidratação grave incluem letargia ou inconsciência, olhos fundos, ausência de lágrimas, boca e língua muito secas, sede intensa (bebe avidamente ou não consegue beber), prega cutânea que desaparece muito lentamente (>2 segundos), enchimento capilar prolongado (>3 segundos) e pulsos fracos ou ausentes. A taquicardia e a hipotensão são sinais de choque.
A conduta inicial para desidratação grave com sinais de choque é a reanimação volêmica rápida. Deve-se administrar soro fisiológico 0,9% (solução isotônica) por via endovenosa, na dose de 20 mL/kg de peso, em bolus rápido (15 a 30 minutos). O paciente deve ser reavaliado após cada bolus, e a dose pode ser repetida até a melhora dos sinais de choque.
O soro fisiológico 0,9% é uma solução isotônica, o que significa que sua concentração de solutos é semelhante à do plasma. Isso permite uma reposição volêmica eficaz sem causar grandes deslocamentos de fluidos entre os compartimentos intra e extracelulares, sendo seguro e eficaz para expandir rapidamente o volume intravascular e reverter o choque hipovolêmico.
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