Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020
Lactente com 9 meses é atendido na unidade básica de saúde, média de 9 evacuações ao dia, associado a quadro de febre e vômitos. Sintomas iniciados há 2 dias. Paciente ainda em aleitamento materno e aceitando apenas o leite. Ao exame físico, o médico observou choro intenso sem lágrimas, olhos fundos e boca seca. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta a MELHOR CONDUTA a ser adotada para esse paciente.
Lactente com desidratação grave (olhos fundos, choro sem lágrimas, boca seca) → TRO 100 mL/kg em 4h + manter aleitamento materno.
Os sinais clínicos (olhos fundos, choro sem lágrimas, boca seca) indicam desidratação grave. A conduta inicial para desidratação grave em lactentes, se não houver choque ou impossibilidade de hidratação oral, é a terapia de reidratação oral (TRO) com 100 mL/kg em 4 horas, mantendo o aleitamento materno.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos, especialmente em lactentes, sendo a desidratação a complicação mais grave. A avaliação do grau de desidratação é fundamental para guiar a conduta terapêutica, utilizando-se sinais clínicos como o estado geral, olhos, lágrimas, boca e língua, e a elasticidade da pele. O manejo da desidratação é baseado nos Planos A, B e C da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Plano C é indicado para desidratação grave, onde o objetivo é repor rapidamente o volume perdido. Se a criança estiver consciente e for capaz de beber, a terapia de reidratação oral (TRO) é a primeira escolha, mesmo em casos graves, com 100 mL/kg de SRO administrados em 4 horas. É crucial manter a alimentação, especialmente o aleitamento materno, durante e após o episódio diarreico. O leite materno não só hidrata, mas também fornece nutrientes e fatores imunológicos que auxiliam na recuperação da mucosa intestinal e na prevenção da desnutrição. A suspensão do aleitamento materno é um erro comum que pode agravar o quadro.
Os sinais de desidratação grave incluem letargia ou inconsciência, olhos muito fundos, ausência de lágrimas, boca e língua muito secas, prega cutânea que desaparece lentamente (maior que 2 segundos) e pulsos fracos ou ausentes.
A conduta inicial, conforme o Plano C da OMS, é a terapia de reidratação oral com 100 mL/kg de SRO em 4 horas, administrados em pequenas quantidades e frequentemente. O aleitamento materno deve ser mantido e incentivado.
O aleitamento materno fornece nutrientes essenciais, eletrólitos e anticorpos que ajudam a combater a infecção e a prevenir a desnutrição. Sua suspensão pode piorar o quadro nutricional e prolongar a recuperação.
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