Desidratação Infantil: Sinais e Classificação

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2022

Enunciado

Duas meninas, uma de 3 e outra de 8 anos de idade, são atendidas na UPA com quadro de náuseas, vômitos, dor abdominal e diarreia há, aproximadamente, 4 horas. As fezes são líquidas, com rajas de sangue e “incontáveis episódios”. Há relato de que, há 3 dias, haviam almoçado em um bufê e comeram frango assado e salada de maionese. Os pais, que haviam comido o frango, mas não a maionese, negam alterações. Ao exame, ambas estavam hipoativas, com salivação reduzida. Temperatura da criança maior: 37,8°C; e da criança menor: 38,2°C.Indique os três critérios a serem buscados no exame físico para definir o grau de desidratação e o plano de rehidratação, segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria.

Alternativas

  1. A) Enchimento capilar, Sinal da prega e Pulso.
  2. B) Salivação, Sinal da prega e Ritmo respiratório.
  3. C) Nível de consciência, Ritmo respiratório e Pulso.
  4. D) Enchimento capilar, Salivação e Nível de consciência.

Pérola Clínica

Avaliação do grau de desidratação em crianças: Nível de consciência, Enchimento capilar, Sinal da prega, Olhos, Boca, Lágrimas, Pulso, Respiração.

Resumo-Chave

Para definir o grau de desidratação e o plano de reidratação em crianças, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam a avaliação de múltiplos sinais. Os três critérios mais importantes para determinar a gravidade e guiar a conduta são o enchimento capilar, o sinal da prega cutânea e a qualidade do pulso, que refletem diretamente o estado de perfusão e volume intravascular.

Contexto Educacional

A desidratação em crianças é uma condição comum, frequentemente associada a doenças diarreicas agudas, e representa uma das principais causas de morbimortalidade infantil globalmente. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações graves, como o choque hipovolêmico. A avaliação clínica precisa do grau de desidratação é o primeiro passo para instituir a terapia correta. O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria preconizam uma avaliação sistemática baseada em um conjunto de sinais clínicos. Os critérios mais relevantes para determinar o grau de desidratação e guiar o plano de tratamento incluem o nível de consciência, a presença de olhos encovados, a ausência de lágrimas, a condição da boca e língua, a sede, a elasticidade da pele (sinal da prega), o tempo de enchimento capilar, a qualidade dos pulsos e o padrão respiratório. A combinação desses sinais permite classificar a desidratação em ausente, leve, moderada ou grave. Com base na classificação, o plano de reidratação é definido. O Plano A envolve a reidratação oral em casa para casos sem desidratação. O Plano B, para desidratação com sinais (moderada), utiliza soro de reidratação oral na unidade de saúde. O Plano C, para desidratação grave, exige reidratação intravenosa rápida e monitoramento hospitalar. A compreensão e aplicação desses critérios são essenciais para todos os profissionais de saúde que atendem crianças.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos para avaliar o grau de desidratação em crianças?

Os principais sinais incluem o nível de consciência, olhos (encovados), lágrimas, boca e língua (úmidas ou secas), sede, elasticidade da pele (sinal da prega), enchimento capilar, pulsos e padrão respiratório. A combinação desses sinais permite classificar a desidratação em leve, moderada ou grave.

Por que o enchimento capilar, o sinal da prega e o pulso são critérios importantes na avaliação da desidratação?

O enchimento capilar reflete a perfusão periférica, o sinal da prega avalia a elasticidade da pele e o estado de hidratação tecidual, e o pulso (frequência e amplitude) indica o volume intravascular e a função cardíaca. Juntos, fornecem uma avaliação rápida e eficaz do estado hemodinâmico e do grau de desidratação.

Qual a diferença entre os planos de reidratação A, B e C para crianças desidratadas?

O Plano A é para desidratação sem sinais, com reidratação oral em casa. O Plano B é para desidratação com sinais (moderada), com reidratação oral na unidade de saúde. O Plano C é para desidratação grave (com choque), exigindo reidratação intravenosa rápida e internação hospitalar.

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