PCR Pediátrica: Uso do DEA e Desfibrilação Precoce

Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Uma criança de 10 anos apresenta colapso súbito durante uma partida de futebol. Ela não responde a estímulos, está em apneia e sem pulso carotídeo palpável. A Reanimação Cardiopulmonar (RCP) foi iniciada, um segurança trouxe um DEA e chamou o SAMU. Qual a MELHOR intervenção a ser realizada neste momento?

Alternativas

  1. A) Conectar o DEA e, se recomendado choque, realizá-lo imediatamente.
  2. B) Seguir com a RCP de alta qualidade e esperar o SAMU chegar para conectar o DEA.
  3. C) Transportar a criança imediatamente para o hospital, para que receba suporte avançado de vida.
  4. D) Garantir que a via aérea esteja pérvia e a ventilação esteja garantida.

Pérola Clínica

PCR pediátrica com colapso súbito → conectar DEA e chocar se indicado, sem atrasos.

Resumo-Chave

Em uma PCR pediátrica com colapso súbito, a causa mais provável é uma arritmia primária (FV/TVSP). O DEA deve ser conectado e utilizado o mais rápido possível, pois a desfibrilação precoce é a intervenção mais eficaz para esses ritmos.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças é um evento devastador, e a conduta imediata é crítica para a sobrevida e o prognóstico neurológico. Embora a maioria das PCRs pediátricas tenha origem respiratória ou hipóxica, o colapso súbito, especialmente durante atividades físicas, sugere uma causa cardíaca primária, como arritmias (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso). Nesses casos, a desfibrilação precoce é a intervenção mais eficaz. O Desfibrilador Externo Automático (DEA) é projetado para ser utilizado por leigos e profissionais de saúde, analisando o ritmo cardíaco e indicando a necessidade de choque. As diretrizes de reanimação enfatizam a importância de iniciar a Reanimação Cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade imediatamente e, assim que um DEA estiver disponível, conectá-lo e seguir suas instruções. Não se deve atrasar a desfibrilação para esperar a chegada do suporte avançado, pois cada minuto de atraso na desfibrilação em ritmos chocáveis diminui as chances de sobrevida. Para residentes, é fundamental dominar o algoritmo de Suporte Básico de Vida (BLS) e o uso do DEA em pediatria. Isso inclui reconhecer a PCR, iniciar compressões torácicas eficazes, garantir ventilação adequada e, crucialmente, saber quando e como aplicar o choque com o DEA. A disponibilidade e o uso rápido do DEA em ambientes públicos podem ser decisivos para o desfecho de uma PCR súbita em crianças.

Perguntas Frequentes

Quando devo usar um DEA em uma criança?

O DEA deve ser usado em qualquer criança que esteja em parada cardiorrespiratória (não responde, não respira ou respira de forma agônica, e não tem pulso palpável), o mais rápido possível.

Qual a diferença entre o uso do DEA em adultos e crianças?

Em crianças < 8 anos ou < 25 kg, preferencialmente devem ser usados eletrodos pediátricos atenuadores de dose. Se não disponíveis, eletrodos de adulto podem ser usados, garantindo que não se toquem.

Por que a desfibrilação precoce é crucial na PCR pediátrica?

A desfibrilação precoce é crucial porque a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP) são ritmos chocáveis que, se revertidos rapidamente, aumentam significativamente as chances de sobrevida e bom prognóstico neurológico.

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