IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Em uma reanimação cardiopulmonar em ambiente hospitalar, quando houver a indicação de uso do desfibrilador manual, estará indicado o uso de pás pediátricas se
Pás pediátricas para desfibrilação: peso < 10 kg ou idade < 1 ano.
Na reanimação cardiopulmonar pediátrica, o uso de pás pediátricas para desfibrilação manual é indicado para pacientes com peso inferior a 10 kg ou idade menor que 1 ano, garantindo a entrega eficaz da energia e minimizando o risco de queimaduras.
A reanimação cardiopulmonar (RCP) pediátrica difere da adulta em vários aspectos, e a desfibrilação é um componente crítico para ritmos chocáveis como fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventricular sem pulso (TVSP), embora menos frequentes em crianças. A escolha correta do equipamento, incluindo as pás do desfibrilador, é fundamental para a eficácia do procedimento e a segurança do paciente. A fisiopatologia da parada cardíaca em crianças frequentemente tem origem respiratória ou hipóxica, evoluindo para bradicardia e assistolia. No entanto, FV e TVSP podem ocorrer, especialmente em casos de cardiopatias congênitas ou adquiridas. A desfibrilação visa despolarizar simultaneamente uma massa crítica de miocárdio, permitindo que o nó sinusal retome o controle do ritmo cardíaco. A indicação de pás pediátricas (atenuadas ou de tamanho reduzido) é baseada no tamanho do paciente para garantir que a energia seja entregue de forma eficaz e segura. Pás de adulto em crianças pequenas podem não fazer contato adequado ou sobrepor-se, criando um caminho de corrente ineficaz ou aumentando o risco de queimaduras. As diretrizes atuais recomendam pás pediátricas para crianças com peso inferior a 10 kg ou idade menor que 1 ano, com energia inicial de 2 J/kg.
As pás pediátricas são indicadas para crianças com peso inferior a 10 kg ou idade menor que 1 ano. Elas possuem uma superfície menor para garantir um contato adequado com o tórax pequeno da criança, evitando a sobreposição e otimizando a entrega de energia.
A energia inicial recomendada para desfibrilação em crianças é de 2 J/kg no primeiro choque, podendo ser aumentada para 4 J/kg nos choques subsequentes, até um máximo de 10 J/kg ou a dose máxima de adulto, conforme as diretrizes de reanimação.
Os ritmos chocáveis em pediatria são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). Embora menos comuns que a assistolia e a atividade elétrica sem pulso (AESP), são ritmos que respondem à desfibrilação e exigem intervenção imediata.
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