FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022
Menina de quatro anos, pesando 20kg, em parada cardíaca, sem pulsos palpáveis e com traçado eletrocardiográfico de fibrilação ventricular. Foram iniciadas as manobras de reanimação cardiovascular, além da primeira tentativa de desfibrilação sem sucesso. Qual é o próximo passo recomendado?
FV pediátrica: 1º choque 2 J/kg, 2º choque 4 J/kg. Aumentar dose progressivamente.
Em parada cardíaca pediátrica com fibrilação ventricular, após a primeira tentativa de desfibrilação (2 J/kg) sem sucesso, o próximo passo é uma nova tentativa com o dobro da dose (4 J/kg). A progressão da energia é crucial para aumentar a chance de reversão do ritmo.
A parada cardíaca pediátrica é uma emergência rara, mas com alta mortalidade, sendo a fibrilação ventricular (FV) um ritmo chocável menos comum em crianças do que em adultos, mas que exige intervenção imediata. O reconhecimento precoce e a desfibrilação adequada são pilares para a sobrevida. A etiologia da FV em crianças frequentemente está associada a cardiopatias congênitas, canalopatias ou eventos isquêmicos agudos, embora a maioria das paradas pediátricas seja de origem respiratória ou hipóxica, resultando em assistolia ou atividade elétrica sem pulso. O diagnóstico da FV é feito através do eletrocardiograma, que mostra um traçado caótico e irregular, sem ondas P, QRS ou T discerníveis. A conduta inicial, após o reconhecimento da parada e início das manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), é a desfibrilação. A dose inicial recomendada pelas diretrizes PALS (Pediatric Advanced Life Support) é de 2 J/kg. Se o primeiro choque não for bem-sucedido, a energia deve ser escalonada para 4 J/kg nos choques subsequentes, com um máximo de 10 J/kg ou a dose máxima do desfibrilador adulto, conforme a resposta e a persistência do ritmo. O prognóstico da parada cardíaca pediátrica com FV é melhor quando a desfibrilação é realizada precocemente. Além da desfibrilação, a administração de drogas como epinefrina e amiodarona ou lidocaína é parte do algoritmo de tratamento, intercalada com ciclos de RCP de alta qualidade. É crucial que os profissionais de saúde estejam familiarizados com as doses e a sequência de intervenções para otimizar as chances de retorno à circulação espontânea e minimizar sequelas neurológicas.
A dose inicial recomendada para desfibrilação em crianças com fibrilação ventricular é de 2 Joules por quilograma (2 J/kg). É fundamental aplicar o choque o mais rápido possível após a identificação do ritmo chocável.
Se o primeiro choque de 2 J/kg for ineficaz, os choques subsequentes devem ser administrados com 4 Joules por quilograma (4 J/kg). Em algumas diretrizes, doses maiores, até 10 J/kg ou a dose máxima do adulto, podem ser consideradas para choques refratários.
Os ritmos chocáveis na parada cardíaca pediátrica são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). A identificação rápida desses ritmos é essencial para o início imediato da desfibrilação.
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