PCR: Desfibrilação e RCP Imediata Pós-Choque

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente é encontrado desacordado, sem pulso, e você inicia manobras de ressuscitação cardiopulmonar. Ao chegar o desfibrilador, você observa o seguinte traçado no monitor:Qual deve ser a conduta adequada?

Alternativas

  1. A) Continuar RCP até administrar adrenalina 1mg e então administrar a desfibrilação com carga máxima do aparelho.
  2. B) Administrar desfibrilação com carga máxima do aparelho e verificar pulso na sequência para definir se reinicia ou não a ressuscitação cardiopulmonar.
  3. C) Administrar amiodarona associado à desfibrilação com 100J.
  4. D) Desfibrilação com a carga máxima do aparelho e reiniciar imediatamente ressuscitação cardiopulmonar.

Pérola Clínica

PCR com ritmo chocável (FV/TV sem pulso) → Desfibrilação imediata com carga máxima + reiniciar RCP por 2 min.

Resumo-Chave

Em uma parada cardiorrespiratória com ritmo chocável (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso), a prioridade é a desfibrilação imediata. Após a aplicação do choque, as compressões torácicas devem ser reiniciadas imediatamente, sem interrupção para checar pulso, por um período de 2 minutos, antes de qualquer reavaliação do ritmo ou pulso.

Contexto Educacional

A Parada Cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para maximizar as chances de sobrevivência do paciente. As diretrizes do Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) enfatizam a importância de identificar e tratar os ritmos de PCR, que são classificados em chocáveis (Fibrilação Ventricular - FV e Taquicardia Ventricular sem Pulso - TVSP) e não chocáveis (Atividade Elétrica sem Pulso - AESP e Assistolia). Para os ritmos chocáveis, a desfibrilação é a intervenção mais crítica e deve ser realizada o mais rápido possível. O choque elétrico visa despolarizar simultaneamente uma massa crítica de miocárdio, permitindo que o nó sinusal retome o controle do ritmo cardíaco. Após cada choque, é imperativo reiniciar as compressões torácicas imediatamente por 2 minutos, sem interrupções para checar pulso ou ritmo, a fim de garantir a perfusão cerebral e coronariana. O residente deve dominar o algoritmo de PCR, incluindo a administração de medicamentos como adrenalina (vasopressor) e amiodarona (antiarrítmico) em momentos específicos do ciclo de RCP, sempre intercalados com ciclos de compressões torácicas de alta qualidade. A minimização das interrupções nas compressões e a qualidade da RCP são fatores determinantes para o sucesso da ressuscitação e um bom desfecho neurológico.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória?

Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem Pulso (TV sem pulso). Ambos são caracterizados por atividade elétrica caótica ou rápida no coração que impede o bombeamento eficaz de sangue.

Por que é importante reiniciar a RCP imediatamente após a desfibrilação?

Reiniciar a RCP imediatamente após a desfibrilação, sem verificar o pulso, é crucial para minimizar as interrupções nas compressões torácicas. Isso ajuda a manter a perfusão coronariana e cerebral, aumentando as chances de retorno da circulação espontânea (RCE) e melhorando o prognóstico neurológico.

Qual a sequência de ações para um ritmo chocável na PCR, segundo o ACLS?

A sequência para um ritmo chocável (FV/TV sem pulso) é: iniciar RCP, aplicar choque (desfibrilação) com carga máxima, reiniciar RCP imediatamente por 2 minutos, reavaliar ritmo. Se o ritmo ainda for chocável, aplicar outro choque, reiniciar RCP e considerar drogas como adrenalina e amiodarona.

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