Santa Casa de Cuiabá (MT) — Prova 2020
Considerando o uso do Desfibriladores Externos Automáticos em portadores de Marca-passo ou Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI), somente podemos aceitar o item:
DEA em paciente com MP/CDI → Afastar pás do dispositivo implantado para evitar danos e garantir eficácia.
Ao usar um DEA em pacientes com marca-passo ou CDI, é crucial posicionar as pás a pelo menos 2,5 cm (1 polegada) de distância do dispositivo implantado para evitar danos ao aparelho e garantir a entrega eficaz do choque ao miocárdio.
O uso de Desfibriladores Externos Automáticos (DEA) é uma etapa crítica na ressuscitação cardiopulmonar (RCP) para ritmos chocáveis. No entanto, em pacientes com dispositivos cardíacos implantáveis, como marca-passos (MP) ou cardioversores desfibriladores implantáveis (CDI), cuidados adicionais são necessários. A presença desses dispositivos não contraindica a desfibrilação, mas exige atenção ao posicionamento das pás para garantir a segurança e eficácia do procedimento. A principal preocupação ao desfibrilar um paciente com MP ou CDI é evitar que a corrente elétrica do DEA passe diretamente através ou sobre o dispositivo implantado. Isso pode danificar o aparelho, comprometer sua função e, em casos raros, causar queimaduras no tecido circundante. O dispositivo implantado geralmente é visível ou palpável sob a pele, tipicamente na região subclávia esquerda ou direita. A conduta correta é posicionar as pás do DEA a uma distância mínima de 2,5 cm (1 polegada) do local do MP ou CDI. Se o posicionamento padrão (anterolateral) colocar uma pá muito próxima ao dispositivo, deve-se optar por um posicionamento alternativo, como o anteroposterior (uma pá no tórax anterior e outra nas costas, abaixo da escápula esquerda) ou lateral-lateral. O objetivo é sempre garantir um caminho claro para a corrente elétrica através do miocárdio, sem interferência do dispositivo.
As pás do DEA devem ser posicionadas a uma distância mínima de 2,5 cm (1 polegada) do local do marca-passo ou CDI para evitar interferência e danos ao dispositivo.
Afastar as pás evita danos ao marca-passo ou CDI, garante que a corrente elétrica seja efetivamente entregue ao coração do paciente e minimiza o risco de queimaduras no local do dispositivo.
Além do posicionamento anterolateral padrão, pode-se optar por um posicionamento anteroposterior ou lateral-lateral, garantindo que as pás não fiquem sobre o dispositivo implantado.
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