Desfibrilação em COVID-19: Segurança e Manejo da Via Aérea

HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2021

Enunciado

Caso sejam usadas pás manuais para desfibrilação para Ressuscitação Cardiopulmonar de Pacientes com Diagnóstico ou Suspeita de COVID-19, pode-se considerar correto o item:

Alternativas

  1. A) Não se deve liberar o choque; após, colocar o ventilador em modo stand-by desconectar o tubo orotraqueal do ventilador, mantendo o filtro HEPA acoplado ao tubo.
  2. B) Deve-se liberar o choque; antes, colocar o ventilador em modo stand-by e não desconectar o tubo orotraqueal do ventilador, mantendo o filtro HEPA acoplado ao tubo.
  3. C) Deve-se liberar o choque; após, colocar o ventilador em modo stand-by e desconectar o tubo orotraqueal do ventilador, retirando o filtro HEPA acoplado ao tubo.
  4. D) Deve-se liberar o choque; após, colocar o ventilador em modo stand-by e desconectar o tubo orotraqueal do ventilador, mantendo o filtro HEPA acoplado ao tubo.

Pérola Clínica

Desfibrilação COVID-19: liberar choque, depois stand-by ventilador e desconectar TOT (com filtro HEPA).

Resumo-Chave

Durante a desfibrilação em pacientes com COVID-19, após a liberação do choque, é crucial colocar o ventilador em modo stand-by e desconectar o tubo orotraqueal do ventilador, mantendo o filtro HEPA acoplado ao tubo. Isso minimiza a dispersão de aerossóis e protege a equipe, enquanto o filtro HEPA continua a reter partículas virais.

Contexto Educacional

A pandemia de COVID-19 trouxe desafios significativos para a prática médica, especialmente em situações de emergência como a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e a desfibrilação. O risco de geração de aerossóis e a consequente transmissão viral para a equipe de saúde são preocupações primordiais. As diretrizes foram adaptadas para garantir a segurança dos profissionais sem comprometer a qualidade do atendimento ao paciente. Durante a desfibrilação em pacientes com diagnóstico ou suspeita de COVID-19, é fundamental seguir um protocolo rigoroso para minimizar a exposição a aerossóis. Após a liberação do choque, a prioridade é controlar a via aérea para evitar a dispersão de partículas virais. Isso envolve colocar o ventilador mecânico em modo stand-by para cessar o fluxo de ar e, em seguida, desconectar o tubo orotraqueal (TOT) do circuito do ventilador. É crucial que o filtro HEPA (High-Efficiency Particulate Air) permaneça acoplado ao tubo orotraqueal durante todo o processo. O filtro HEPA atua como uma barreira eficaz contra a liberação de partículas virais do paciente para o ambiente, mesmo após a desconexão do ventilador. Essa sequência de ações garante que a equipe esteja protegida enquanto o paciente recebe o tratamento necessário, equilibrando a urgência da desfibrilação com as precauções de controle de infecção.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do filtro HEPA na desfibrilação em COVID-19?

O filtro HEPA é crucial para reter partículas virais e aerossóis, minimizando a contaminação do ambiente e protegendo a equipe de saúde durante procedimentos que geram aerossóis, como a desfibrilação e o manejo da via aérea.

Por que colocar o ventilador em stand-by antes de desconectar o TOT?

Colocar o ventilador em stand-by antes de desconectar o tubo orotraqueal evita a liberação de pressão positiva e o consequente "jato" de aerossóis do circuito do ventilador, que poderia expor a equipe a partículas virais.

Quais as medidas de proteção para a equipe durante a RCP em COVID-19?

A equipe deve usar equipamentos de proteção individual (EPI) completos, incluindo máscara N95/PFF2, protetor facial, óculos, capote impermeável e luvas. O manejo da via aérea deve ser feito pela equipe mais experiente e com o mínimo de interrupções.

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