Desfibrilação na PCR: Conduta Imediata em Ritmos Chocáveis

Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 68 anos de idade está em observação em Pronto-Socorro no 1o dia pósinfarto agudo do miocárdio sem supra desnivelamento do seguimento ST, recebendo terapêutica adequada, em observação com monitorização, e aguardando transferência para realização de cineangiocoronariografia em serviço externo. É hipertensa, diabética e tabagista de 40 maços-ano. Evolui com novo episódio de dor torácica de forte intensidade, apresenta movimentos tônicos e perda de consciência e responsividade. À chegada para avaliar o paciente que agora encontra-se arresponsivo sem qualquer movimentação, o monitor registra o ritmo abaixo. A conduta imediata a ser realizada é:

Alternativas

  1. A) Cardioversão elétrica sincronizada.
  2. B) Desfibrilação elétrica.
  3. C) Diazepam intravenoso.
  4. D) Trombólise imediata.
  5. E) Amiodarona em bolus.

Pérola Clínica

PCR com ritmo chocável (FV/TVSP) → Desfibrilação imediata, sem atraso.

Resumo-Chave

Em um paciente com PCR e ritmo chocável (Fibrilação Ventricular ou Taquicardia Ventricular sem pulso), a desfibrilação elétrica é a conduta imediata e mais eficaz para restaurar um ritmo cardíaco organizado e salvar a vida do paciente. O tempo é crítico.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. No contexto de um paciente pós-infarto agudo do miocárdio, a ocorrência de arritmias ventriculares malignas, como a Fibrilação Ventricular (FV) ou a Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP), é uma complicação grave e potencialmente letal. Essas arritmias são consideradas "chocáveis" e a desfibrilação elétrica é a terapia definitiva. O algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) enfatiza a importância da desfibrilação precoce para ritmos chocáveis. Cada minuto de atraso na desfibrilação reduz a probabilidade de sobrevivência. Portanto, ao identificar um paciente em PCR com FV ou TVSP no monitor, a conduta prioritária é a aplicação de um choque elétrico não sincronizado (desfibrilação), seguida de compressões torácicas de alta qualidade e ventilações. Para residentes e estudantes, é fundamental dominar o reconhecimento dos ritmos de PCR e as condutas apropriadas. A diferenciação entre ritmos chocáveis e não chocáveis (atividade elétrica sem pulso e assistolia) é a base para a aplicação correta do algoritmo, garantindo a melhor chance de sobrevida e recuperação neurológica para o paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória?

Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP). Ambos requerem desfibrilação elétrica imediata.

Qual a importância da desfibrilação precoce em FV/TVSP?

A desfibrilação precoce é crucial porque a chance de sucesso na reversão da arritmia diminui significativamente a cada minuto de atraso. É a intervenção mais eficaz para restaurar um ritmo cardíaco organizado.

Quando a cardioversão elétrica sincronizada é indicada?

A cardioversão elétrica sincronizada é indicada para taquiarritmias com pulso que causam instabilidade hemodinâmica, como taquicardia ventricular com pulso ou fibrilação atrial de alta resposta, mas não para PCR com FV/TVSP.

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