Desfibrilação em COVID-19: Protocolo de Segurança

HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2021

Enunciado

Caso sejam usadas pás manuais para desfibrilação para Ressuscitação Cardiopulmonar de Pacientes com Diagnóstico ou Suspeita de COVID-19, pode-se considerar correto o item:

Alternativas

  1. A) Não se deve liberar o choque; após, colocar o ventilador em modo stand-by desconectar o tubo orotraqueal do ventilador, mantendo o filtro HEPA acoplado ao tubo.
  2. B) Deve-se liberar o choque; antes, colocar o ventilador em modo stand-by e não desconectar o tubo orotraqueal do ventilador, mantendo o filtro HEPA acoplado ao tubo.
  3. C) Deve-se liberar o choque; após, colocar o ventilador em modo stand-by e desconectar o tubo orotraqueal do ventilador, retirando o filtro HEPA acoplado ao tubo.
  4. D) Deve-se liberar o choque; após, colocar o ventilador em modo stand-by e desconectar o tubo orotraqueal do ventilador, mantendo o filtro HEPA acoplado ao tubo.

Pérola Clínica

Desfibrilação em COVID-19: choque liberado, ventilador stand-by, tubo desconectado com filtro HEPA mantido para ↓ aerosol.

Resumo-Chave

Durante a desfibrilação em pacientes com COVID-19, a prioridade é minimizar a aerosolização. Desconectar o tubo orotraqueal do ventilador (após stand-by) com o filtro HEPA acoplado evita a dispersão de aerossóis, protegendo a equipe e mantendo a eficácia do procedimento.

Contexto Educacional

A Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) em pacientes com COVID-19 exige protocolos específicos para garantir a segurança da equipe de saúde e a eficácia do procedimento. A alta transmissibilidade do SARS-CoV-2, principalmente por aerossóis, torna qualquer procedimento que envolva a via aérea um risco potencial. A desfibrilação, embora essencial para ritmos chocáveis, pode gerar aerossóis devido à ventilação e compressões torácicas, exigindo medidas rigorosas de controle de infecção. O manejo da via aérea durante a RCP em pacientes com COVID-19 é crítico. Antes de liberar o choque, é fundamental garantir que o ventilador esteja em modo stand-by. A desconexão do tubo orotraqueal do ventilador deve ser feita mantendo o filtro HEPA (High-Efficiency Particulate Air) acoplado ao tubo. Este filtro é projetado para reter partículas virais, minimizando a dispersão de aerossóis no ambiente e protegendo os profissionais de saúde. A adesão a esses protocolos é vital para a segurança da equipe e para a interrupção da cadeia de transmissão. A preparação prévia, o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a comunicação clara entre os membros da equipe são pilares para um manejo seguro e eficaz da parada cardiorrespiratória em pacientes com suspeita ou diagnóstico de COVID-19, garantindo a continuidade do tratamento sem comprometer a saúde dos profissionais.

Perguntas Frequentes

Quais são os riscos de aerosolização durante a desfibrilação em pacientes com COVID-19?

A desfibrilação pode gerar aerossóis devido à compressão torácica e ventilação, aumentando o risco de transmissão viral. A desconexão do ventilador e manutenção do filtro HEPA são cruciais para mitigar esse risco.

Qual a sequência correta para desfibrilar um paciente intubado com COVID-19?

Primeiro, liberar o choque. Em seguida, colocar o ventilador em stand-by, desconectar o tubo orotraqueal do ventilador, mantendo o filtro HEPA acoplado ao tubo para evitar a dispersão de aerossóis.

Por que é importante manter o filtro HEPA acoplado ao tubo orotraqueal durante a desfibrilação?

O filtro HEPA atua como uma barreira eficaz contra partículas virais, prevenindo a liberação de aerossóis contaminados no ambiente durante a desconexão do ventilador e protegendo a equipe.

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