Desfibrilação: Doses de Energia para Desfibriladores Bifásicos e Monofásicos

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2021

Enunciado

Considerando as recomendações para seleção da energia do desfibrilador/ cardioversor, somente pode-se indicar como correto que:

Alternativas

  1. A) Utilizar energia máxima (300 J no desfibrilador bifásico se a dose inicial recomendada pelo fabricante for desconhecida e 360 J no desfibrilador monofásico durante o procedimento de desfibrilação.
  2. B) Utilizar energia máxima (200 J no desfibrilador bifásico se a dose inicial recomendada pelo fabricante for desconhecida e 360 J no desfibrilador monofásico durante o procedimento de desfibrilação.
  3. C) Utilizar energia máxima (200 J no desfibrilador bifásico se a dose inicial recomendada pelo fabricante for desconhecida e 360 J no desfibrilador monofásico durante o procedimento de cardioversão.
  4. D) Utilizar energia máxima (100 J no desfibrilador bifásico se a dose inicial recomendada pelo fabricante for desconhecida e 360 J no desfibrilador monofásico durante o procedimento de desfibrilação

Pérola Clínica

Desfibrilação: Bifásico 200J (ou dose fabricante), Monofásico 360J. Cardioversão: doses escalonadas conforme arritmia.

Resumo-Chave

As diretrizes de ressuscitação cardiopulmonar (ACLS) recomendam energias específicas para desfibrilação em fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). Para desfibriladores bifásicos, a dose inicial é de 120-200 J; se desconhecida a dose efetiva do fabricante, usa-se a dose máxima (200 J). Para monofásicos, a dose é sempre 360 J.

Contexto Educacional

A desfibrilação é uma intervenção crítica na parada cardiorrespiratória causada por fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). A escolha da energia correta é fundamental para o sucesso do procedimento. Existem dois tipos principais de desfibriladores: monofásicos e bifásicos, que diferem na forma como a corrente elétrica é entregue. Desfibriladores monofásicos entregam um pulso de corrente em uma única direção, necessitando de uma energia mais alta para serem eficazes, com a dose recomendada sendo 360 Joules para todos os choques. Já os desfibriladores bifásicos são mais eficientes, entregando a corrente em duas direções, o que permite o uso de energias menores. Para desfibriladores bifásicos, a dose inicial recomendada é de 120-200 Joules; se a dose específica do fabricante for desconhecida, a dose máxima (geralmente 200 J) deve ser utilizada. É crucial diferenciar a desfibrilação da cardioversão. A cardioversão é um choque sincronizado, usado para arritmias com pulso, e suas doses de energia variam de acordo com a arritmia específica (ex: 50-100 J para taquicardia supraventricular, 120-200 J para fibrilação atrial com bifásico). O conhecimento preciso dessas recomendações é vital para a prática segura e eficaz em emergências cardiológicas.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre desfibrilação e cardioversão?

A desfibrilação é um choque elétrico não sincronizado, usado para arritmias caóticas como fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso. A cardioversão é um choque sincronizado com a onda R do ECG, usada para arritmias com pulso, como taquicardia supraventricular, flutter atrial e fibrilação atrial.

Quais as doses de energia recomendadas para cardioversão de fibrilação atrial?

Para cardioversão de fibrilação atrial, as doses recomendadas são: 120-200 J para desfibriladores bifásicos (primeiro choque) e 200 J para desfibriladores monofásicos. Doses subsequentes podem ser escalonadas se o choque inicial falhar.

Por que a energia para desfibriladores bifásicos é menor que para monofásicos?

Desfibriladores bifásicos utilizam uma corrente que flui em duas direções, o que é mais eficiente na despolarização miocárdica e requer menos energia para obter o mesmo efeito terapêutico que um desfibrilador monofásico, que envia a corrente em uma única direção.

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