UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Sobre a saúde do idoso, os fatores que contribuem para o desequilíbrio energéticoproteico nesta população e que podem ser ainda mais agravados com um mal controle glicêmico são:I. Diminuição do tecido adiposo e da massa muscular.II. Presença de polifarmácia e aumento da massa muscular.III. Aumento do tecido adiposo e diminuição da massa muscular.IV. Menor risco de disfagia e aumento da sensibilidade dos sentidos.V. Diminuição da sensibilidade dos sentidos, alterações gastrointestinais e má absorção. A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
Idoso: ↑ tecido adiposo, ↓ massa muscular (sarcopenia), ↓ sensibilidade sentidos, alterações GI, má absorção → desequilíbrio energético-proteico.
No idoso, o envelhecimento leva a alterações corporais como aumento do tecido adiposo e diminuição da massa muscular (sarcopenia), além de fatores como redução da sensibilidade dos sentidos, alterações gastrointestinais e má absorção, que contribuem para o desequilíbrio energético-proteico, agravado por um controle glicêmico inadequado.
O envelhecimento é acompanhado por uma série de alterações fisiológicas que impactam significativamente o estado nutricional do idoso, predispondo-o ao desequilíbrio energético-proteico. Este desequilíbrio é multifatorial e pode ser agravado por condições crônicas, como o diabetes com controle glicêmico inadequado. A compreensão desses fatores é essencial para a promoção de uma saúde geriátrica adequada. Entre os fatores que contribuem para este cenário, destacam-se as alterações na composição corporal, como o aumento do tecido adiposo e a diminuição progressiva da massa muscular esquelética (sarcopenia), que reduz o gasto energético basal e a capacidade funcional. Além disso, a diminuição da sensibilidade dos sentidos (paladar, olfato), alterações gastrointestinais (como diminuição da motilidade e secreção enzimática) e a má absorção de nutrientes são comuns. A polifarmácia, a presença de comorbidades, a saúde bucal precária e o risco de disfagia também são elementos importantes que podem comprometer a ingestão e o aproveitamento dos alimentos. Um controle glicêmico inadequado pode exacerbar a perda muscular e a inflamação, piorando o estado nutricional. A abordagem deve ser individualizada, visando otimizar a ingestão nutricional e a atividade física, além de manejar as comorbidades.
Idosos frequentemente apresentam aumento do tecido adiposo e diminuição da massa muscular (sarcopenia), o que impacta o metabolismo e as necessidades nutricionais.
A redução do paladar e olfato pode diminuir o prazer em comer, levando à menor ingestão alimentar e, consequentemente, ao desequilíbrio energético-proteico.
Idosos podem apresentar diminuição da motilidade gástrica, redução da secreção de ácido clorídrico e enzimas digestivas, e alterações na microbiota intestinal, todos contribuindo para a má absorção de nutrientes.
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