CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2021
A córnea, em condições normais, continua a se diferenciar no período pós-natal. Sobre este processo, é correto afirmar:
Córnea neonatal: mais curva (poder dióptrico ↑) e diâmetro médio de 9.5 a 10.5 mm.
Ao nascimento, a córnea é proporcionalmente mais curva e espessa que no adulto, sofrendo um processo de aplainamento e aumento de diâmetro nos primeiros anos de vida.
O desenvolvimento da córnea é um processo dinâmico que começa no ectoderma superficial e nas células da crista neural. No período pós-natal, a córnea não apenas cresce em diâmetro, mas também altera sua arquitetura biomecânica e óptica. A espessura central da córnea no recém-nascido é ligeiramente maior do que no adulto devido a um estado de hidratação relativa diferente e à imaturidade da bomba endotelial. Compreender esses parâmetros é crucial para o diagnóstico de patologias congênitas. Por exemplo, a medida do diâmetro corneano é um dos sinais clínicos mais importantes na avaliação de suspeita de glaucoma congênito, onde o aumento da pressão intraocular causa o estiramento da córnea (buftalmo) e rupturas na membrana de Descemet (estrias de Haab).
Ao nascimento, o diâmetro horizontal da córnea de um recém-nascido a termo varia tipicamente entre 9,5 mm e 10,5 mm. Este diâmetro aumenta rapidamente no primeiro ano de vida, atingindo o tamanho adulto (aproximadamente 11,5 a 12,0 mm) por volta dos dois anos de idade. Diâmetros menores que 9 mm (microcórnea) ou maiores que 11 mm (sugerindo glaucoma congênito ou megalocórnea) ao nascimento devem ser investigados imediatamente.
A córnea do recém-nascido é significativamente mais curva do que a do adulto. Enquanto a ceratometria média de um adulto gira em torno de 43-44 dioptrias, no recém-nascido ela pode exceder 50 dioptrias. Durante o processo de emetropização e crescimento ocular pós-natal, a córnea sofre um aplainamento progressivo, reduzindo seu poder refrativo para compensar o aumento do comprimento axial do globo ocular.
Sim, ao nascimento, o epitélio corneano já é um epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado, semelhante ao do adulto, composto por 5 a 7 camadas de células. Ele continua a se refinar em termos de densidade de inervação e sensibilidade, mas a estrutura básica multicamada e a membrana de Bowman já estão presentes e bem diferenciadas no período neonatal.
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