SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2020
Uma mãe de primeira viagem, apresenta grandes inseguranças acerca do desenvolvimento da filha, de quais situações são normais ou anormais, além de quando ela deve esperar que a criança consiga demonstrar certas capacidades. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, considerando principalmente as informações do Tratado de Pediatria (Nelson), julgue o item a seguir. O desenvolvimento da capacidade de engatinhar, necessariamente, precede o da capacidade de andar.
Engatinhar NÃO é um pré-requisito obrigatório para o desenvolvimento da marcha independente.
Embora o engatinhar seja um marco comum, algumas crianças pulam essa etapa ou utilizam formas atípicas de locomoção antes de andar, sem que isso represente patologia.
O desenvolvimento neuropsicomotor segue uma sequência cefalocaudal e proximodistal, mas possui variabilidade individual. O Tratado de Nelson enfatiza que o acompanhamento deve focar na progressão contínua de habilidades. O engatinhar promove coordenação e fortalecimento muscular, mas sua ausência não impede a aquisição da marcha, que depende da maturação do equilíbrio e da força de membros inferiores.
Não. Embora a maioria das crianças passe pela fase de engatinhar entre os 7 e 10 meses, o Tratado de Pediatria de Nelson e outras referências de desenvolvimento infantil esclarecem que o engatinhar não é um marco obrigatório. Algumas crianças desenvolvem outras formas de locomoção, como arrastar-se sentadas, ou passam diretamente para a posição de pé com apoio e, posteriormente, para a marcha independente.
A ausência de engatinhar isoladamente não é motivo de preocupação se a criança apresenta outros marcos adequados para a idade, como controle cervical, sentar sem apoio e tentativa de se levantar. A preocupação surge se houver um atraso global no desenvolvimento motor, hipotonia, assimetrias de movimento ou se a criança não atingir a marcha independente até os 18 meses.
Os marcos clássicos incluem: sustento cefálico (2-3 meses), rolar (4-5 meses), sentar sem apoio (6-7 meses), pinça completa (9-10 meses) e andar com apoio ou sozinho (12 meses). O engatinhar é um marco intermediário frequente, mas sua 'pulagem' é considerada uma variação da normalidade em uma parcela significativa da população pediátrica saudável.
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