HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
Criança, 2 anos, é levada ao pediatra por seus pais que estão preocupados com seu desenvolvimento. Durante a avaliação com o Teste de Gesell, observou-se que a criança consegue correr, mas tem dificuldade em empilhar blocos e não demonstra interesse em interagir com outras crianças. Considerando os domínios avaliados por esse teste, a conclusão mais apropriada é:
2 anos: correr adequado; dificuldade empilhar blocos + não interage = atraso motor fino e pessoal-social.
Aos 2 anos, espera-se que a criança já corra bem (motor grosseiro), empilhe cerca de 6 blocos (motor fino) e demonstre interesse em brincar com outras crianças (pessoal-social). A dificuldade em empilhar e a falta de interação social são sinais de alerta para atrasos nessas áreas.
O desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) é um processo contínuo e sequencial, fundamental na pediatria. A avaliação do DNPM permite identificar precocemente atrasos ou desvios, possibilitando intervenções oportunas. Ferramentas como o Teste de Gesell são cruciais para essa avaliação, dividindo o desenvolvimento em domínios específicos: motor grosseiro, motor fino, linguagem e pessoal-social. A identificação de atrasos em qualquer um desses domínios é um sinal de alerta que exige investigação aprofundada. Aos 2 anos de idade, marcos específicos são esperados em cada domínio. No motor grosseiro, a criança já deve correr e chutar uma bola. No motor fino, empilhar blocos (geralmente 6-7) e rabiscar. Na linguagem, formar frases de duas a três palavras e seguir instruções simples. No pessoal-social, a criança deve demonstrar brincadeira paralela, imitar ações e ter interesse em outras crianças. A ausência ou dificuldade em realizar essas tarefas pode indicar um atraso, que pode ser isolado ou abranger múltiplos domínios. A intervenção precoce é a chave para otimizar o prognóstico de crianças com atraso no desenvolvimento. Uma vez identificado o atraso, é fundamental encaminhar a criança para avaliação especializada (neuropediatra, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional) e iniciar terapias de estimulação. A orientação familiar e o acompanhamento longitudinal são essenciais para monitorar o progresso e ajustar as estratégias de intervenção, visando sempre o pleno potencial de desenvolvimento da criança.
Aos 2 anos, a criança geralmente corre bem, chuta uma bola, empilha 6-7 blocos, usa frases de 2-3 palavras, e demonstra brincadeira paralela e imitação.
O Teste de Gesell avalia quatro domínios: motor grosseiro (movimentos amplos), motor fino (coordenação olho-mão), linguagem (compreensão e expressão) e pessoal-social (interação e autonomia).
A preocupação surge quando a criança não demonstra interesse em outras crianças, não imita, não responde ao nome ou evita contato visual, o que pode indicar atrasos significativos.
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