SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Lactente de 10 meses vem para consulta de rotina. Genitores negavam queixas, e o seguimento do paciente vinha de forma adequada, com bom desenvolvimento e crescimento. Ao exame físico, bom estado geral, corado, RCR 2T BNF sem sopros, murmúrio vesicular presente sem ruídos adventícios, abdome semigloboso sem visceromegalias, genitália feminina, fontanela anterior patente e normotensa. A criança andava com apoio, batia palmas e interagia bem com a equipe. Peso e estatura adequados e perímetro cefálico 41 cm. Como classificar o desenvolvimento da criança?
PC < percentil 3 ou ausência de marcos para a idade → Provável atraso no desenvolvimento.
Um perímetro cefálico de 41 cm aos 10 meses está significativamente abaixo do esperado (microcefalia), o que classifica a criança como tendo um provável atraso, apesar de outros marcos estarem presentes.
A vigilância do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) é pilar da puericultura. O Ministério da Saúde utiliza critérios rigorosos: a presença de qualquer alteração fenotípica ou perímetro cefálico fora das curvas de referência (abaixo do percentil 3 ou acima do percentil 97) classifica automaticamente a criança na categoria de 'Provável Atraso'. Isso ocorre porque o crescimento craniano é um reflexo direto do crescimento encefálico. Mesmo que a criança esteja atingindo marcos motores e sociais, a microcefalia sugere uma restrição que pode manifestar déficits cognitivos ou neurológicos mais tardiamente, necessitando de avaliação especializada.
Para uma menina de 10 meses, o perímetro cefálico (PC) médio esperado é de aproximadamente 44 cm. Um PC de 41 cm situa-se abaixo do escore-z -2 (ou percentil 3), o que caracteriza microcefalia e exige investigação imediata para causas estruturais ou síndromes genéticas.
A classificação divide-se em: Desenvolvimento Adequado (marcos presentes para a idade e perímetros normais), Alerta para o Desenvolvimento (ausência de um marco ou fator de risco) e Provável Atraso (ausência de marcos de faixas etárias anteriores ou presença de alteração física como micro/macrocefalia).
Aos 10 meses, espera-se que a criança consiga sentar-se sem apoio, engatinhar ou andar com apoio, fazer o movimento de pinça (polegar e indicador), bater palmas e interagir socialmente (dar tchau, estranhar desconhecidos). No caso clínico, a criança cumpre marcos, mas a alteração física (PC) define a gravidade.
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