HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
Menina, 1 ano e 1 mês de idade, é levada à consulta de retorno na Unidade Básica de Saúde. A mãe tem 32 anos, teve 2 gestações e tem 2 filhos vivos. A criança nasceu de parto normal, com idade gestacional de 34 semanas e peso de 2360g, sem necessidade de reanimação. Teve alta junto com a mãe no terceiro dia de vida. A mãe refere episódios de resfriados desde a entrada na creche, aos 7 meses de vida, mas nega internações. Está preocupada, pois acha que a criança já deveria estar falando as primeiras palavras. Relata que o primeiro filho, hoje com 3 anos, começou a falar as primeiras palavras aos 11 meses. A criança faz o movimento de pinça, duplica sílabas, fala jargões, mostra o que quer, bate palmas, manda beijos e anda com apoio. Assiste desenhos no celular todas as noites junto com o irmão, por cerca de 2 horas. Qual é a avaliação do desenvolvimento da criança e quais são as orientações pertinentes para sua mãe?
Criança 13 meses com jargões, mostra o que quer, anda com apoio → desenvolvimento adequado; reduzir telas e estimular interação verbal.
Aos 1 ano e 1 mês (13 meses), a criança que duplica sílabas, fala jargões, mostra o que quer e anda com apoio apresenta um desenvolvimento adequado para a idade, especialmente na linguagem receptiva e motora. A preocupação da mãe com a fala pode ser minimizada com orientações sobre a estimulação da linguagem e a redução do tempo de tela, que comprovadamente prejudica o desenvolvimento da fala e da interação social.
O desenvolvimento infantil é um processo complexo e contínuo, com marcos esperados em diferentes domínios (motor, linguagem, social, cognitivo). A avaliação do desenvolvimento é uma parte fundamental da consulta pediátrica, permitindo identificar precocemente possíveis atrasos e oferecer intervenções adequadas. É importante lembrar que existe uma ampla variabilidade no ritmo de desenvolvimento entre as crianças. Aos 1 ano e 1 mês (13 meses), a criança geralmente já realiza o movimento de pinça, duplica sílabas, fala jargões, aponta para o que quer, bate palmas, manda beijos e pode andar com apoio ou até mesmo sozinha. A preocupação com a ausência de 'primeiras palavras' deve ser avaliada no contexto global do desenvolvimento da linguagem, que inclui a compreensão e a comunicação não verbal. Muitas crianças começam a falar palavras significativas um pouco mais tarde, mas a presença de jargões e a capacidade de se comunicar de outras formas são bons indicadores. O uso de telas (celulares, tablets, televisão) em crianças pequenas é um tópico de crescente preocupação. As diretrizes atuais, como as da Sociedade Brasileira de Pediatria, recomendam evitar o uso de telas para crianças menores de 2 anos, devido ao impacto negativo no desenvolvimento cerebral, da linguagem e na interação social. Orientar os pais a reduzir o tempo de tela, incentivar a leitura, a conversa e as brincadeiras interativas é crucial para promover um desenvolvimento saudável e integral.
Nessa idade, é esperado que a criança duplique sílabas ('mamã', 'papá'), fale jargões (sequências de sons que parecem fala), mostre o que quer, entenda ordens simples e comece a usar as primeiras palavras significativas, embora o ritmo varie bastante.
O uso excessivo de telas em crianças pequenas está associado a atrasos no desenvolvimento da linguagem, déficits de atenção e problemas de interação social. A Academia Americana de Pediatria recomenda evitar telas para crianças menores de 18-24 meses, exceto para videochamadas com familiares.
Os pais podem estimular a linguagem conversando constantemente com a criança, lendo livros, cantando, nomeando objetos e ações, e incentivando a interação social. É crucial criar um ambiente rico em comunicação e interação face a face.
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