UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2023
Sobre a asma, assinale a alternativa correta.
Asma: sintomas desencadeados por exercício, risadas, alérgenos, ar frio. Tratamento leve inclui CI de baixa dose.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que se manifesta com sintomas variáveis, frequentemente desencadeados por diversos fatores ambientais e físicos. A alternativa A está correta ao listar gatilhos comuns. O tratamento da asma leve persistente atualmente recomenda corticosteroides inalatórios em baixa dose, não apenas broncodilatadores de curta ação.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, que é reversível espontaneamente ou com tratamento. É uma das doenças crônicas mais comuns em crianças e adultos, com impacto significativo na qualidade de vida e na saúde pública. O reconhecimento dos fatores desencadeantes e o manejo adequado são pilares para o controle da doença. A fisiopatologia da asma envolve uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais, levando à inflamação das vias aéreas, remodelamento brônquico e hiperresponsividade. Os sintomas clássicos incluem sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, que podem ser desencadeados por alérgenos, irritantes, exercício, infecções respiratórias e até estresse emocional. O diagnóstico é clínico e confirmado por espirometria com teste de broncodilatação. O tratamento da asma visa controlar os sintomas e prevenir exacerbações, sendo escalonado de acordo com a gravidade da doença. As diretrizes atuais enfatizam o uso de corticosteroides inalatórios (CI) como terapia de controle para a maioria dos pacientes, mesmo na asma leve, para tratar a inflamação subjacente. Broncodilatadores de curta ação são usados como medicação de resgate. A obesidade é, sim, um fator de risco para asma e suas exacerbações, influenciando a resposta ao tratamento.
Os sintomas da asma podem ser desencadeados por uma variedade de fatores, incluindo exercício físico, risadas, exposição a alérgenos (pólen, ácaros), ar frio, infecções respiratórias virais, fumaça e poluentes.
A espirometria é fundamental para o diagnóstico da asma, demonstrando obstrução reversível das vias aéreas. No acompanhamento, ajuda a avaliar o controle da doença e a função pulmonar, mas não há um tempo fixo para sua repetição após o início do tratamento.
As diretrizes atuais (GINA) recomendam o uso de corticosteroides inalatórios (CI) em baixa dose, seja diariamente ou em combinação com formoterol (CI-formoterol) como resgate, para controlar a inflamação subjacente, e não apenas broncodilatadores de curta ação.
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