HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Mulher, 49 anos de idade, referia 5 episódios de ondas de calor diariamente, sudorese noturna e insônia. Foi medicada com associação de estradiol e drospirenona há 2 meses e retorna agora para reavaliação do ginecologista com melhora importante dos sintomas. Nega comorbidades antecedentes pessoais e familiares que contraindiquem a terapia hormonal. A queixa atual é desejo sexual hipoativo, apesar de estar num novo relacionamento há apenas 6 meses. A conduta mais adequada nesse caso, dentre as abaixo, é:
Desejo sexual hipoativo em menopausa com TH → considerar testosterona transdérmica em baixas doses, mantendo TH estroprogestativa.
O desejo sexual hipoativo é comum na menopausa e pode persistir mesmo com terapia estroprogestativa. A adição de testosterona transdérmica em baixas doses é uma opção eficaz e segura para melhorar a libido em mulheres selecionadas, mantendo a TH para outros sintomas.
O desejo sexual hipoativo (DSH) é uma queixa comum em mulheres na perimenopausa e pós-menopausa, afetando significativamente a qualidade de vida. Embora a terapia hormonal (TH) com estrogênios e progestagênios seja eficaz para sintomas vasomotores e atrofia urogenital, ela nem sempre resolve completamente o DSH, que pode ter componentes multifatoriais, incluindo a diminuição dos níveis de androgênios. Nesse cenário, a suplementação de testosterona em baixas doses pode ser uma opção terapêutica. A testosterona transdérmica é a via preferencial, pois permite uma dosagem mais precisa e evita os picos suprafisiológicos associados às formulações injetáveis, minimizando os efeitos colaterais androgênicos. É crucial que a terapia estroprogestativa oral seja mantida, pois ela controla outros sintomas da menopausa e protege o endométrio em mulheres com útero. A decisão de iniciar a testosterona deve ser individualizada, considerando os sintomas, a ausência de contraindicações e a expectativa da paciente. O monitoramento regular dos níveis hormonais e a avaliação de possíveis efeitos adversos são importantes. Para residentes, é fundamental reconhecer que o manejo do DSH na menopausa vai além da terapia estrogênica e que a testosterona, quando bem indicada e administrada, pode ser uma ferramenta valiosa.
A testosterona pode ser considerada em mulheres pós-menopausa com desejo sexual hipoativo persistente, mesmo após otimização da terapia estrogênica, e sem contraindicações.
A via transdérmica (cremes ou géis) em baixas doses é a preferencial para mulheres, pois permite uma absorção mais controlada e minimiza os riscos de efeitos androgênicos.
Os benefícios incluem melhora da libido e bem-estar. Os riscos, embora baixos com doses adequadas, podem incluir acne, hirsutismo e, a longo prazo, preocupações cardiovasculares, exigindo monitoramento.
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