Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Em relação à sexualidade feminina, qual é a disfunção sexual mais comum relatada por mulheres?
Desejo sexual hipoativo = disfunção sexual mais comum relatada por mulheres.
O desejo sexual hipoativo, caracterizado pela ausência ou diminuição persistente ou recorrente de fantasias sexuais e/ou desejo de atividade sexual, é a disfunção sexual mais frequentemente relatada por mulheres. Sua prevalência é alta e pode ser influenciada por fatores biológicos, psicológicos e sociais, impactando significativamente a qualidade de vida.
A sexualidade feminina é um aspecto complexo e multifacetado da saúde da mulher, e as disfunções sexuais são prevalentes, impactando significativamente a qualidade de vida. Entre as diversas disfunções sexuais femininas, o desejo sexual hipoativo é consistentemente relatado como a mais comum. Estima-se que afete uma parcela considerável das mulheres em diferentes faixas etárias, embora a prevalência possa variar dependendo da definição e da população estudada. O Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo Feminino (TDSHF) é caracterizado pela ausência ou diminuição persistente ou recorrente de fantasias sexuais e/ou do desejo de atividade sexual, que causa sofrimento clinicamente significativo à mulher. É importante diferenciar o TDSHF de outras disfunções como a dispareunia (dor sexual), anorgasmia (dificuldade em atingir o orgasmo) ou vaginismo (espasmo involuntário da musculatura vaginal). Embora possam coexistir, o TDSHF foca na falta de interesse ou excitação sexual. O manejo do TDSHF requer uma abordagem multifatorial, considerando fatores biológicos (hormonais, medicamentos), psicológicos (depressão, ansiedade, estresse), sociais (problemas de relacionamento, questões culturais) e de saúde geral. O diagnóstico envolve uma anamnese detalhada e a exclusão de outras causas. O tratamento pode incluir terapia sexual, aconselhamento, modificações no estilo de vida e, em alguns casos, intervenções farmacológicas. É fundamental que os profissionais de saúde, incluindo residentes, estejam aptos a abordar esse tema sensível e oferecer suporte adequado às pacientes.
Os critérios incluem a ausência ou diminuição significativa de fantasias sexuais e/ou desejo de atividade sexual, que deve ser persistente ou recorrente, causar sofrimento clinicamente significativo à mulher e não ser explicada por outra condição médica, transtorno mental ou efeito de substância.
Diversos fatores podem contribuir, como alterações hormonais (menopausa, pós-parto), uso de medicamentos (antidepressivos), condições médicas crônicas, estresse, problemas de relacionamento, questões de imagem corporal, histórico de trauma e fatores psicológicos como depressão e ansiedade.
O desejo sexual hipoativo refere-se à falta de interesse ou vontade de ter atividade sexual. A dispareunia é a dor durante a relação sexual, enquanto a anorgasmia é a dificuldade ou incapacidade de atingir o orgasmo. Embora possam coexistir, são disfunções distintas com etiologias e abordagens de tratamento diferentes.
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