SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir: Paciente do sexo masculino, 40 anos, ao fazer avaliação cardiológica, ao exame físico notou-se desdobramento da segunda bulha à ausculta, que ocorria somente durante a expiração quando solicitado apneia, que desaparecia na inspiração profunda. Esse aspecto da ausculta cardíaca é conhecido como desdobramento:
B2 paradoxal (desdobra na expiração) → Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE) ou Estenose Aórtica grave.
No desdobramento paradoxal, o fechamento da valva aórtica (A2) é tão retardado que ocorre após a pulmonar (P2). Na inspiração, P2 atrasa e se aproxima de A2 (bulha única); na expiração, P2 antecipa e se afasta de A2.
O exame físico cardiovascular exige compreensão profunda da hemodinâmica respiratória. O desdobramento paradoxal é um achado semiológico crítico que frequentemente aponta para patologias estruturais ou elétricas do lado esquerdo do coração. No BRE, a inversão da sequência de fechamento valvar (P2 antes de A2) é o mecanismo fundamental. Para o residente, identificar esse padrão é essencial para diferenciar causas de dispneia e sopros. Enquanto o desdobramento fixo sugere Comunicação Interatrial (CIA), o paradoxal quase sempre indica uma sobrecarga ou atraso de condução no ventrículo esquerdo, exigindo investigação complementar com ECG e Ecocardiograma.
O desdobramento paradoxal ocorre quando o componente aórtico (A2) da segunda bulha fecha após o componente pulmonar (P2). Clinicamente, isso se manifesta como um desdobramento audível durante a expiração que desaparece durante a inspiração. Isso acontece porque, na inspiração, o atraso fisiológico de P2 faz com que ele se aproxime do A2 já atrasado, fundindo os sons. Na expiração, P2 ocorre mais cedo, revelando o atraso de A2.
As causas principais envolvem condições que atrasam significativamente o esvaziamento do ventrículo esquerdo ou o fechamento da valva aórtica. O Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE) é a causa clássica devido ao atraso na ativação elétrica ventricular. Outras causas importantes incluem estenose aórtica grave, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva e disfunção ventricular esquerda grave.
A diferenciação é feita pela fase do ciclo respiratório em que o desdobramento é ouvido. No desdobramento fisiológico, a separação entre A2 e P2 ocorre apenas na inspiração devido ao aumento do retorno venoso ao ventrículo direito. No desdobramento paradoxal, o fenômeno é inverso: o som é duplo na expiração e único na inspiração.
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