UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Pode-se afirmar que a condição associada ao desdobramento paradoxal da segunda bulha cardíaca é:
Desdobramento paradoxal de B2 = fechamento A2 após P2, piora na expiração → Bloqueio Ramo Esquerdo ou Estenose Aórtica grave.
O desdobramento paradoxal da segunda bulha cardíaca (B2) ocorre quando o componente aórtico (A2) se fecha após o pulmonar (P2), e essa separação se acentua na expiração, ao contrário do desdobramento fisiológico. É um sinal de atraso na ejeção ventricular esquerda, comum em condições como bloqueio do ramo esquerdo ou estenose aórtica grave.
A ausculta cardíaca é uma ferramenta diagnóstica fundamental, e a análise da segunda bulha (B2) pode fornecer informações valiosas sobre a função ventricular e valvular. A B2 é composta pelo fechamento das valvas aórtica (A2) e pulmonar (P2). Em condições normais, A2 precede P2, e o desdobramento fisiológico ocorre na inspiração devido ao aumento do retorno venoso para o coração direito, que atrasa P2. O desdobramento paradoxal da B2, por outro lado, é um achado patológico onde A2 ocorre após P2, e essa separação se acentua na expiração. Isso indica um atraso na ejeção do ventrículo esquerdo. As causas mais comuns incluem o bloqueio completo do ramo esquerdo (BCRE), onde a ativação ventricular esquerda é retardada, e a estenose aórtica grave, que prolonga o tempo de ejeção do ventrículo esquerdo. A identificação do desdobramento paradoxal da B2 é crucial para o diagnóstico de condições cardíacas subjacentes que afetam a função do ventrículo esquerdo. A compreensão da fisiologia da B2 e suas variações patológicas é essencial para residentes e estudantes de medicina, permitindo uma avaliação clínica mais precisa e direcionando a investigação diagnóstica apropriada.
O desdobramento paradoxal da B2 é caracterizado pelo fechamento do componente aórtico (A2) ocorrendo após o pulmonar (P2), e essa separação se torna mais evidente durante a expiração, ao contrário do desdobramento fisiológico que se acentua na inspiração.
As principais condições que causam desdobramento paradoxal da B2 são aquelas que atrasam a ejeção do ventrículo esquerdo, como o bloqueio completo do ramo esquerdo (BCRE) e a estenose aórtica grave. Outras causas incluem cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva e hipertensão arterial sistêmica grave.
Na expiração, o retorno venoso para o lado direito do coração diminui, e o volume do ventrículo direito e o tempo de ejeção pulmonar diminuem, fazendo com que P2 se aproxime de A2. No desdobramento paradoxal, A2 já está atrasado. Quando P2 se aproxima de A2, a separação entre eles se torna mais audível ou 'paradoxal' na expiração, pois o A2 continua atrasado, e o P2 se aproxima dele, tornando a separação mais evidente.
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